A volta às aulas em 2022 terá regras diferentes das determinadas para a retomada do ensino presencial no segundo semestre do ano passado. Haverá mais flexibilidade para o acesso às salas de aula, apesar do aumento de casos de Covid-19 em janeiro. As mudanças contam com a estimativa de que a maioria dos estudantes estará vacinada com pelo menos uma dose contra o coronavírus.

Uma das alterações é a de que as escolas não precisarão escalonar a entrada e saída dos estudantes. Mas precisarão manter a recomendação de controle do fluxo para evitar aglomerações nos momentos de troca de turnos.

O novo protocolo sanitário foi publicado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) na última quinta-feira (27). Na rede estadual, as aulas começam no dia 7 de fevereiro. Em Montes Claros, a previsão é a de que o ano letivo comece em 21 de fevereiro.

O documento foi aprovado pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes-Minas) e traz como uma das principais novidades a mudança de critério para suspensão de aulas de turmas.

Antes, a atividade era paralisada quando registrado mais de um caso positivo de Covid-19 em uma classe. Agora, os alunos ficarão afastados por cinco dias caso 30% dos estudantes de uma mesma turma tenham a confirmação laboratorial do vírus.

As investigações de surtos caberão às secretarias municipais de Saúde, que contarão com o apoio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs Minas), por meio de esclarecimentos e orientações técnicas.

CUIDADOS
Assim como nos demais documentos, a nova versão ressalta a importância de medidas sanitárias, como o uso universal e correto de máscaras (para alunos com idade superior a 2 anos) cobrindo boca e nariz, lavagem frequente das mãos e distanciamento entre alunos, professores, funcionários e frequentadores das escolas de Minas, independentemente do estado de vacinação.

Escolas devem incentivar a vacinação
O protocolo atualiza as recomendações de vacinação, agora disponível para crianças e adolescentes a partir de 5 anos de idade, e frisa que a imunização deve ser incentivada e encorajada, já que se trata da principal estratégia de prevenção de saúde pública para o combate à pandemia de Covid-19.

“A escola tem papel fundamental na divulgação de informações corretas sobre a segurança das vacinas e na estimulação da imunização entre professores, funcionários, família e alunos elegíveis, fomentando a confiança nas vacinas e a divulgação de medidas de prevenção da Covid-19”, destaca a subsecretária de Vigilância em Saúde da SES-MG, Janaína Passos.

O protocolo enfatiza que 87,22% da população mineira já está com o esquema vacinal completo e 25,09% já receberam a dose de reforço. O documento ainda destaca que 93,73% dos trabalhadores da educação de Minas Gerais já estavam completamente imunizados (com duas doses ou com dose única) em dezembro de 2021, o que equivale a 337.912 profissionais.
 
ADOLESCENTES
Já entre os 1.332.024 adolescentes de 12 a 17 anos no Estado, 77,62% já receberam ao menos a primeira dose, e 39,80% estão com o esquema vacinal completo.

O novo protocolo orienta os gestores das unidades escolares a solicitarem a apresentação do cartão de vacina aos pais e aos responsáveis para promover, junto à Atenção Primária à Saúde (APS), medidas informativas e educativas de prevenção de doenças imunopreviníveis.

No entanto, o acesso à escola não poderá ser condicionado à apresentação do documento. A alteração é benéfica, segundo Janaína Passos, pois permite identificar inclusive crianças com outros atrasos vacinais e aproxima a APS da escola.

*Com Agência Minas