No mês em que se celebra o Dia do Cinema Brasileiro, a Casa Fiat de Cultura realiza, neste domingo (20) o Encontros com o Patrimônio “A Sétima Arte: passado, presente e futuro do Cinema no Brasil”. A convidada para esta edição é Raquel Hallak, diretora da Universo Produção e coordenadora geral da Mostra de Cinema de Tiradentes, do CineOP e do CineBH, que participa de um bate-papo virtual com a historiadora e educadora do Programa Educativo da Casa Fiat de Cultura, Ana Carolina Ministério. O evento será realizado em transmissão ao vivo, das 11h às 12h30, com inscrição gratuita pela Sympla.

Durante o bate-papo, Ana Carolina Ministério apresentará a trajetória da sétima arte no país. “Faremos um passeio da década de 90 do século XIX à década de 90 do século XX, apresentando, inclusive, curiosidades do período conhecido como “pré-cinema”, como processos, técnicas e equipamentos de espetáculos visuais anteriores à linguagem cinematográfica como, hoje, a conhecemos”, explica. A historiadora abordará as primeiras exibições, os primeiros documentários e filmes de ficção, as produções nacionais da década de 1920, as Chanchadas – comédias musicais que fizeram sucesso entre as décadas de 1930 e 1950 –, a criação dos estúdios cinematográficos Cinédia, Atlântida e Vera Cruz, o surgimento do Cinema Novo – movimento de renovação do cinema no país –, até chegar à década de 1990, período de crises e do movimento que marcou a retomada do cinema brasileiro.

Após contextualização histórica, Raquel Hallak, responsável por três dos principais festivais de cinema do país, dará destaque à relação da sétima arte com o patrimônio e a educação. Para Raquel, cada vez mais, faz-se necessário usar o cinema como veículo de formação do indivíduo e promoção da diversidade da cultura brasileira: “O cinema e a educação são linguagens que se enriquecem mutuamente. Além de atuar e tornar o ensino mais interessante e lúdico, o audiovisual enriquece alunos e educadores com visões de mundo, muitas vezes, desconhecidas”. 

Além disso, Raquel Hallak não deixa de ressaltar a importância do audiovisual como suporte à memória do Brasil. “A preservação do imenso patrimônio audiovisual brasileiro é ação estratégica para o desenvolvimento e a identidade de nosso país. Sem as imagens, sem os registros, não existiremos. Portanto, é fundamental que todos os cidadãos tenham consciência da importância de atuar a favor de nosso patrimônio, para que futuras gerações possam conhecer a história de seu país, para que possamos nos conhecer e reconhecer na soma de todos os tempos – passado, presente e futuro”, completa.