Se você respirava rock’n’roll em Belo Horizonte nos anos 2000, provavelmente se lembra da Orquestra Mineira de Rock. Fruto da união entre as bandas Cálix, Cartoon e Somba, o projeto tornou-se notório pela mescla entre o repertório autoral e as versões de pérolas do rock e de clássicos da música erudita. O grupo, que voltou à ativa em 2005, faz os  últimos dois shows deste ano em Belo Horizonte, nesta quarta (13) e quinta-feira (14), no Teatro Bradesco.

Vocalista e guitarrista do Somba, Guilherme Castro lembra que o projeto começou como um encontro casual entre as três bandas irmãs. “Em 1999, as três bandas estavam bem ativas na cena e percebemos que tínhamos muita afinidade estética e musical”, conta o músico. “Nos primeiros shows, a gente fazia apenas um momento juntos, o gran finale. Em 2015, quando voltamos depois de uma pausa de dez anos, resolvemos fazer o show todo com as três bandas no palco, rearranjando as músicas para essa formação de orquestra”, completa.

No palco, a Orquestra Mineira de Rock congrega 13 músicos, que destilam versões de Beatles a Beethoven. “Para nós, é tudo música. Está tudo dentro do nosso universo de influências. Mas tocamos músicas acessíveis, tanto do repertório de concerto como de rock”, afirma Castro, adiantando novidades para as próximas apresentações.

“Vamos fazer um pedaço de ‘Carmina Burana’, de Carl Orff, respeitando bastante a partitura original. Também tem ‘Bohemian Rhapsody’, do Queen, que o Cartoon já tocava, mas que agora será executada com nove vozes. E faremos ainda uma dos Beach Boys, que ainda é surpresa”, diz o músico, lembrando que a icônica versão da “Sinfonia n.º 5”,  de Beethoven, está  mantida, assim como  sucessos das três bandas.  “Ficamos parados por dez anos e, depois que voltamos, todos os shows esgotaram os ingressos. Isso é muito emocionante para nós”, finaliza.

Serviço: Orquestra Mineira de Rock. Quarta (13) e quinta-feira (14), às 20h30, no Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2.244, Lourdes). Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada).