“Tamborana”, novo disco da cantora, compositora e instrumentista Beatriz Rodarte representa uma volta às raízes. Depois de quatro anos de “Natural” (2013), disco harmonioso, com uso de violões, a musicista mineira se adensou novamente no universo do tambor – instrumento que marcou o início de sua carreira –, e faz um brinde ao congado de Minas. O resultado poderá ser conferido nesta quinta-feira, n’A Autêntica.

O formato do trabalho também fala de retorno: foi feito apenas em vinil. “Sempre tive vinil; o som é outro e fiz pensando em quem também gosta. Muitos que compram CD nem abrem o encarte. Quem compra vinil faz o contrário: quer ter contato. Tudo foi pensado e feito com muito carinho”, pontua, ao ressaltar que aqueles que curtem ouvir música por meio digital também foram contemplados em plataformas como iTunes e Spotify. 

No show de lançamento, Beatriz promete cantar e tocar tanto o lado A quanto o B do álbum, além de canções que marcaram sua trajetória e outras atuais, como “O Condenado”, parceria dela com Felipe Cambero. Releituras de grandes nomes como João Donato (“Flor de Maracujá”) e Lenine (“Relampiano”) também foram selecionadas para a apresentação. 

A surpresa ficará por conta da homenagem que prestará a Maurício Tizumba, mestre de Beatriz, responsável por inserir a percussão em sua história. “Não posso dizer o que vou cantar, mas esse será um momento especial do show”, afiança.

Parcerias
Tizumba, por sinal, participa do álbum no “grito” de conscientização ambiental de “Não Vai Morrer”, composta por Beatriz junto a Gabriel Póvoas, filho de Daniela Mercury. “Fizemos uma visita à casa do meu pai (Roberto Azeredo), que é ambientalista e já reintroduziu mais de 1.000 aves raras à natureza. Meu pai nos falou várias coisas naquele dia e, depois, me deu uma vontade enorme de falar daquela história. Fizemos a música e não pensei duas vezes em colocá-la no disco”, recorda. 

Marcus Viana foi outro convidado a participar do álbum. O músico faz a rabeca de “Tenho Sede”, de autoria de Dominguinhos e Anastacia. Já “Ana” foi feita sob encomenda a Maurício Santini, que escreveu a letra depois de Beatriz fazer a melodia. Pedro Consorte também foi convocado para a faixa e fez a polirritmia usando o corpo, formando uma mistura da percussão corporal com a percussão brasileira. E o título da canção se remete ao primeiro nome de Beatriz e, ao mesmo tempo, é uma homenagem a todas as mulheres batizadas dessa forma. “Tamborana” é, inclusive, a junção das palavras “tambor” e “Ana”. 

Completam o vinil “Desnecessário”, composta pelo paulista Bruno Roberti; “A Chave”, do pernambucano Jessé Santo; e “Frente a Frente”, parceria com Cambero e única que não leva o tambor. Essa última foi inserida no trabalho devido à aprovação do público após um post feito por Beatriz cantando a música. 

Serviço: O vinil “Tamborana” será lançado nesta quinta-feira (9), às 22h, n’A Autêntica (rua Alagoas, 1172, Savassi). O show integra a festa “Instinto Feminino”, que homenageia as cantoras mineiras. Ingressos a R$ 20.