O maestro Silvio Viegas assumiu a regência da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e trouxe uma grande novidade para o corpo artístico. Nas apresentações do bem-sucedido projeto gratuito “Sinfônica ao Meio-Dia”, algumas pessoas da plateia são convidadas a conferir o concerto de cima do palco, ao lado dos músicos.
 
O Hoje em Dia quis saber como é a experiência, com um celular posicionado bem no meio dos metais e em frente à percussão. Pudemos fotografar, filmar, chamar no Snapchat – assim como sugere o próprio maestro, que pede ao público que compartilhe o máximo de informações possível pelas redes sociais.

Na edição de ontem do “Sinfônica ao Meio-Dia”, seis pessoas tiveram o privilégio de sentar em uma das cadeiras vermelhas espalhadas pelo palco – inclusive um garoto, que pôde ficar ao lado do pianista André Dolabella. Assista à nossa experiência:

 

 

Mais do que ouvir a música de uma maneira completamente diferente, a experiência nos permite ver os músicos de uma forma mais aproximada. Eles brincam entre si, fazem piadas uns com os outros como quaisquer colegas de trabalho. Mas tudo de forma discreta, para não interferir na dinâmica. 

Também é interessante ver o maestro de frente, observando a regência sob o mesmo ponto de vista do músico. E tudo foi tão interessante porque o repertório da noite é belíssimo. Em homenagem à música romântica russa, a orquestra executou obras de Tchaikovsky, Rachmaninoff e Rimsky-Korsakov.

Participantes
A advogada Betânia Moura, de 39 anos, estava maravilhada com a experiência de ver a orquestra ao lado dos trompetes. “Foi deslumbrante. Me arrepiei em vários momentos”, conta Betânia, que não sabia dessa novidade da orquestra, mas fez questão de ser uma das dezenas de pessoas que levantaram a mão, demonstrando interesse em participar da experiência. 

A operadora de telemarketing Flaviana Miranda, de 19 anos, já tinha visto o projeto “Sinfônica ao Meio-Dia” e tinha expectativa de um dia ter a oportunidade de subir ao palco para ver a orquestra de pertinho. “Foi muito emocionante. Quase que eu choro”, diz a moça, que passou pelo Palácio das Artes entre o cursinho e o trabalho. 

 

O mesmo programa será apresentado no Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, Centro), hoje, às 20h30. Ingresso: R$ 30 e R$ 15 (meia)