O Dia das Crianças de Artur, Rayner, Vitória e Matheus começou três dias antes da data oficial e com direito a filme, pipoca, passeio no shopping e presentes. É que nessa sexta (9) o Diamond Mall recebeu cerca de cem pessoas, entre crianças, adolescentes e adultos, para uma sessão especial de cinema.

Dava alegria só de olhar a animação da turma. Na telona, entretanto, havia um pessoal ... digamos, assim, não muito bem apessoado. É que a trama escolhida foi o “Hotel Transylvânia 2” (em 3D), no qual o Drácula torce para que o seu neto seja um vampiro de verdade. Será que não vai dar medo destes monstros? “Não tenho medo de vampiro e eles são do bem”, afirma Vitória Andrade, 11 anos. Ela veio acompanhar o irmão, o Rayner, de 12 anos, que é paciente da Casa de Apoio Aura. Da cidade de Paraguaçu, no Sul de Minas, Rayner diz que adora ir ao cinema. “A primeira vez foi no ano passado. Vi ‘Rio 2”.

E tinha gente pisando em uma sala de cinema pela primeira vez, inclusive pais e filhos. Caso de Artur Alves, de 10 anos, e sua mãe – mineiros de Mário Campos. “Estou ansioso para ver os vampiros”, diz o garoto.

Matheus Rodrigues, de 21 anos, é outro estreante. Ele, por sinal, era um dos mais empolgados. “Estou muito feliz”, confessa.

MISSÃO CUMPRIDA
Sessão encerrada. Na saída, as carinhas entregavam: eles ficaram satisfeitos. “Foi muito legal. Deu medo. Eles (os personagens) bateram em mim”, diz Artur, que tem certeza que não foi ilusão de ótica causada pelo 3D. “Foi melhor do eu que esperava”, afirma Matheus. “Gostei daquela parte em que o vampiro sobe na bicicleta”, conta Vitória. Já a parte favorita do filme para o Rayner guardaremos em segredo para não provocar um spoiler.

Ao que tudo indica a missão foi cumprida. “Nossa intenção foi proporcionar um dia especial para eles, oferecendo aquilo que de melhor poderíamos, que é o entretenimento”, frisa a superintendente do Diamond, Lívia Klein. Patrícia de Paula, psicóloga da Casa de Apoio Aura, explica que os pacientes que vieram são do interior do Estado. “Eles vêm para fazer tratamento contra o câncer em BH e ficam na casa. Damos todo o suporte como alimentação, medicação e exames. Alojamos tanto o paciente como o seu acompanhante”, diz.

Nas casas lares da Apae o atendimento também é total. “Os moradores são encaminhados pela Febem e pelo Ministério Público para nós. A seleção acontece por afinidade e não por idade e não há clima de internato. Estas são as casas deles mesmo”, explica a gestora de planejamento estratégico Cynthia Mansur.

Participaram ainda pacientes da Fundação Sara e da Casa de Acolhida Padre Eustáquio (CAPE).