O coreógrafo Anthony Heinl já passou pelo Brasil – mas no seio do grupo Momix, “cerca de dez anos atrás”. De volta ao país agora, o norte-americano traz o eVolution Dance Theater, referência em dança contemporânea, em sua prima volta aqui. Sim, a companhia é italiana e, além de BH, faz paradas em São Paulo, Rio de Janeiro, Paulínia, Porto Alegre, Joinville, Recife, Nova Friburgo e – ufa – Petrópolis. Na capital mineira, a apresentação é amanhã, às 20h, no palco do Grande Teatro do Palácio das Artes.

“‘Firefly’ é uma mistura de muitas ideias que tinha, e que envolvem luz. Queria explorar todas estas teorias que tinha sobre novas formas de utilizar a luz e o movimento, juntamente a um trampolim gigante. Criar um mundo de fantasia no qual o público estaria sempre interessado em saber como os ‘truques’ são feitos”, diz
Heinl.

SURPRESAS

Muitas das cenas têm as suas próprias histórias, outras, acrescenta ele, são um pouco menos óbvias. “Queria criar um mundo psicodélico energético repleto de surpresas. Elas (as cenas) são todas unidas pelo uso de luz”.

De acordo com Anthony, a cena vai mudando completamente em poucos minutos. “Esse foi um projeto muito ambicioso, por criar tantas cenas diferentes em apenas um show. Mas, geralmente, o espetáculo de fato mantém o público muito curioso sobre como será a próxima cena”.

TRABALHO DURO

Dadas as exigências dos movimentos executados no palco, é possível deduzir que o ritmo dos ensaios reivindica o adjetivo “pesado”. No mínimo.

Anthony concorda. “Ensaiamos todos os dias por volta de seis a oito horas. Algumas das peças exigem meses de aprendizado. Temos que praticar muito para fazer os truques de mágica acontecerem muito naturalmente dentro da dança”.

Trabalho duro? Sem dúvida, mas muito divertido também. “A coisa mais importante para nós é o trabalho em equipe. Se os bailarinos não estão no palco, eles estão mudando trajes ou preparando os adereços para a próxima cena. A coreografia que acontece nos bastidores é até mais intensa do que a que acontece no palco”, diz ao Hoje em Dia, suscitando curiosidade.

Nesta passagem pelo Brasil, serão sete bailarinos italianos e o coreógrafo. “Eles são uma mistura de ginastas, bailarinos contemporâneos, contorcionistas”.

Em tempo: Anthony diz estar sempre à procura de artistas, “pessoas muito interessantes”. “Não apenas de um tipo só. Penso que isso faz o show mais interessante”. Concordamos.

SERVIÇO

“Firefly” – Amanhã, às 20h, no Grande Teatro do Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537). Livre. 110 min (1 intervalo). Ingressos entre R$ 45 e R$ 90.