O rapper Emicida deve ser motivo de polêmica nas redes sociais novamente, dessa vez por conta de seu novo videoclipe. "Boa Esperança", postado nesta terça-feira (30). Junto a uma letra que trata da segregação racial no Brasil, aqui é contada a história de empregados (negros) que decidem se rebelar contra os patrões (brancos). A inspiração teria sido dona Jacira, mãe do músico e ex-empregada doméstica - por sinal, ela aparece nessa produção audiovisual.


Com direção de Katia Lund e João Wainer, o vídeo tem cenas que, inicialmente, parecem clichês, mas depois caminham por cenas catárticas que dão o recado. Ainda é cedo para saber que repercussão que o clipe terá, mas certamente vai incomodar quem acredita que é possível resolver as questões raciais no Brasil de forma apaziguadora.


De acordo com a revista "Rolling Stone Brasil", "desde o clipe de 'Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero)', lançado pelo Rappa em 2000, que um vídeo brasileiro não denunciava de forma tão contundente os problemas da nossa sociedade".

Polêmico
Artista mais interessante do rap brasileiro na atualidade, Emicida, paulista de 29 anos, tem um histórico de polêmicas. Em maio de 2012, o artista foi preso em Belo Horizonte, logo após descer do palco de um festival de hip hop, porque teria incitado o público a levantar "o dedo do meio para a polícia que desocupa as famílias mais humildes", durante a apresentação da música "Dedo na Ferida". Ele foi encaminhado a 36ª Delegacia Seccional de Barreiro, onde prestou depoimento.


Em 2013, o artista foi acusado a ser machista por conta da música "Trepadeira", que conta com a participação do sambista Wilson das Neves. Faixa do primeiro álbum, "O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui", a música incomodou a algumas feministas ao falar de um homem traído por uma mulher disposta a ter sexo com muitas pessoas. Durante o lançamento do disco em São Paulo, ele respondeu à crítica relembrando suas composições que retratavam fortes personagens femininas.

 

Confira o vídeo: