O nome talvez soe novo para você, mas certamente já ouviu alguma música dela no rádio. Rita foi Ribeiro por mais de 20 anos de carreira, mas foram tantos incômodos por causa das homônimas, que a artista decidiu mudar de sobrenome. Assumiu o Benneditto, em homenagem à sua terra natal, São Benedito do Rio Preto, no Maranhão, e ao pai, que carregou esse sobrenome.
 
“Tive ao longo de minha carreira, que já completa 25 anos, vários conflitos com nomes iguais ao meu. Descobri a existência de uma atriz, de uma escritora e até de uma cantora em Portugal. Era muita Rita Ribeiro para administrar além de mim”, brinca a cantora.
 
A mudança aconteceu porque alguém havia registrado Rita Ribeiro como marca, mas foi bem absorvida pela artista. “Faz dois anos que assino como Rita Benneditto e a impressão que tenho é que já nasci com esse nome. São tantas as afinidades , que já me incorporei do Benneditto por inteiro”.
 
Agora o novo nome ganha maior destaque. A Biscoito Fino colocou no mercado o primeiro álbum de Rita com o Benneditto, “Encanto”. No repertório, músicas autorais e releituras que remetem à fé, à herança africana e a um universo de interior. Aqui estão “Santa Clara Clareou” (Jorge Ben Jor), “Fé” (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), “Extra” (Gilberto Gil), entre outras.
 
Para a artista, “Encanto” chega ao mercado cheio de significados. “É o sexto disco da minha carreira e o primeiro com meu novo nome artístico. Portanto, ele representa um rebatismo, um renascimento e, pra que isso acontecesse, procurei me cercar de tudo que me desse conforto e afirmasse minha identidade”.
 
Assim, se uniu aos produtores Felipe Pinaud e Lancaster Lopes e experimentou sonoridades nos shows, antes de definir a linha musical do disco. A intenção é que estivesse ligado ao “Tecnomacumba” (projeto criado em 2003), mas sem ficar presa a essa estética. “Escolhi canções que levassem mensagens para o meu público, que fizesse com que todos se encantassem com o poder transformador da música, que ficassem atentos às mudanças do mundo”.