O apelido “Pimentinha” lhe caía muito bem. Elis Regina (1945-1982) não foi famosa apenas por sua belíssima voz e sua impressionante presença de palco, mas também por sua personalidade forte e sua capacidade de deixar todos os mais próximos encantados com tanta energia. Uma personagem fascinante que finalmente pôde inspirar uma obra cênica, o espetáculo “Elis, A Musical”, que chega a Belo Horizonte para quatro apresentações, após temporadas de grande sucesso no Rio de Janeiro e em São Paulo.

A direção do espetáculo é de Dennis Carvalho (sua estreia no comando de um projeto teatral) e a montagem conta com 19 atores em cena (incluindo Tuca Andrada e Claudio Lins, que interpretam Ronaldo Bôscoli e Cesar Camargo Mariano, respectivamente), uma banda de nove músicos e 265 pessoas envolvidas na produção. A atriz Lílian Menezes assume a figura de Elis durante a sessão das 17h, enquanto Laila Garin a interpreta nas apresentações noturnas. O texto é de Nelson Motta e Patricia Andrade.

“Foi um trabalho de preparação intenso. Ensaiamos durante dois meses e meio e tive de passar por uma preparação vocal para me ajudar a tirar algumas características do meu jeito de cantar, anular um pouco a minha personalidade para não ficar distante da Elis”, afirma Laila Garin, que venceu mais de 200 concorrentes para conseguir o papel e, com menos de um ano de montagem, já recebeu reconhecimento de mercado, inclusive com um Prêmio Shell de melhor atriz.

Laila também assistiu a muitos vídeos da Pimentinha (felizmente, o material é farto) e leu suas biografias. “Antes do espetáculo, já admirava a Elis, ela era um referencial para mim, uma cantora que me provocava uma intensa emoção. Mas eu tinha uma impressão de que ela era uma mulher triste. Depois da minha pesquisa, vi que, na verdade, Elis era uma mulher muito viva, que gostava da natureza e de cuidar dos filhos. Minha admiração só aumentou”, diz a atriz, que passou ano passado por Belo Horizonte com o musical “Gonzagão – A Lenda”, de João Falcão.

“Elis, A Musical” no Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537). Nesta quinta-feira (11) e sexta (12), às 21h. Sábado, às 17h e às 21h. Plateia 1: R$ 200 e R$ 100 (meia); Plateia 2: R$ 160 e R$ 80 (meia); Plateia 3: R$ 130 e R$ 65 (meia). Ingressos promocionais por R$ 50 (preço único)