Clássicos da MPB como “Maria, Maria”, de Milton Nascimento, “Mas que Nada”, de Jorge Ben Jor, e sambas imortalizados na voz de Beth Carvalho em versão rítmica Afro-Brasil. É apenas um dos ingredientes que o músico e compositor senegalês Mamour Ba apresenta no show de comemoração dos dez anos de sua banda Conexão African Beat, amanhã, a partir das 22h, no Soleá Tablao Flamenco.

“Vamos tocar Jorge Ben Jor, Milton Nascimento, Beth Carvalho em estilo africano. Vamos fazer uma fusão entre o samba e os ritmos da África. Vai ficar um Afro-Brasil”, diz um empolgado Mamour Ba, 55 anos, 30 dos quais radicados em BH. 

Convidados

O show terá outra atração especial: a fil[/LEAD]ha de Mamour Ba, a pianista Djeina Ba, 12 anos, vai executar, no teclado, algumas canções. “Ela vai conduzir a harmonia”, diz o músico, que promete também incursões jazzísticas, mas principalmente muito ritmo africano. “Teremos, sim, ritmos modernos africanos, ritmos dançantes. E o soucous, um ritmo do Senegal e da Costa do Marfim”. 

E há outros convidados, como o cantor de reggae Celso Moretti, a cantora Lu Toledo, o trompetista João Vianna (Vil Metal) e os baixistas Lelo Zaneti (Skank) e Chakal. 

A banda é formada pelos músicos Cheikh Ba (thiuns), Aziz (tabalá), José Gabriel (marimba), Gustavo Ozório (tongas) e Deyna Ba (teclado).

Mamour Ba observa que dez anos de banda não são dez dias. Foi preciso muita convivência e amizade para manter o grupo, ainda mais entrosado. “A Conexão African Beat eu criei, já se vão dez anos, para resgatar os ritmos tradicionais africanos, mais especificamente do Senegal. Esses meninos aprenderam a cultura, a filosofia e toda essa convivência. E como as coisas na vida demoram para chegar; como manter os laços da amizade, além da perseverança musical do trabalho de raiz”, diz. 

Mamour Ba no Soleá Tablao Flamenco (rua Sergipe, 1199, Savassi). Amanhã, às 22h. R$ 20