Duas atrações que despontaram na década de 80 chegam à cidade. Sábado (20), no Music Hall (avenida do Contorno, 3.239), o Ultraje a Rigor coloca seus hits em revista, em uma parceria da festa "Supra Sumo" e da Cria Cultura. A festa começa às 21 horas. Os valores dos ingressos variam entre de R$ 30 e R$ 100.
 
Já no NaMata Café (rua Marília de Dirceu, 56, Lourdes), nesta sexta (19) a partir das 23 horas, Rodrigo Santos mostra que o fato de o Barão Vermelho estar no estaleiro tem feito mais que bem à sua carreira solo. O moço (gentil no último) está chegando ao seu quinto álbum, "Motel Maravilha", com toda a dignidade do mundo.
 
"Na verdade, já tenho mais dois (discos) prontos, com o (Roberto) Menescal", conta um entusiasmado (cada vez mais) cantor e compositor. "Já fiz canto quando mais novo, mas é na escola do dia a dia que você se entende com a sua voz. Fui me arriscando, fazendo shows em formato voz & violão em pubs, isso tudo foi me dando a noção de até onde ir, como fazer a voz no agudo". Na verdade, nos anos 80, Rodrigo chegou a soltar a voz em algumas bandas pré-Barão. "Mas estava desaquecido".
 
O novo disco traz, entre os destaques, "Azul". "Mudei muito a letra, o refrão, mas acho que ela é bem radiofônica, tem uma simplicidade que as pessoas custam a alcançar". Trata-se de uma parceria com Nilo Romero, produtor do álbum. Já "Essa Canção é Nossa" fala sobre os antagonismos em uma relação. "Nunca Mais", por seu turno, é definida por ele como um "ska nervoso". "Remédios" ganhou um clipe, com a presença de Miele. 
 
"Precisava de alguém para interpretar um médico louco. A gente usa o humor, mas o assunto é sério, o ser humano que não se basta sozinho". Detalhe: ele compôs 80 estrofes! "Geralmente é assim, depois condenso". Vale destacar, ainda, a presença de Andy Summers, nas guitarras e nos créditos de "Me Dê um Dia a Mais", "uma canção de amor um pouco mais nervosa". Precisa de mais credenciais?