Uma das mais belas e comoventes óperas do século XX, Madame Butterfly, de Giacomo Puccini, abre o calendário operístico da Fundação Clóvis Salgado. Assim como na primeira montagem, realizada no ano passado, a adaptação da ópera será apresentada ao ar livre, no Jardim Japonês da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte entre os dias 1° e 5 de maio, com entrada gratuita.

A nova versão tem direção musical e regência do maestro Gabriel Rhein-Schirato e direção cênica de Lívia Sabag, e conta com as participações da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e Coral Lírico de Minas Gerais.  

O elenco é formado por oito renomados artistas da cena lírica brasileira e traz nos papeis principais as sopranos Eiko Senda e Masami Ganev e o tenor Fernando Portari. Os figurinos, do acervo do Centro Técnico de Produção (CTP), estão sendo adequados para a concepção idealizada por Veridiana Piovezan. Mais de 150 profissionais estão envolvidos nesta montagem. No palco, a adaptação de Butterfly traz 61 pessoas, entre elas solistas, músicos e figurantes.

A retirada prévia de ingressos para as récitas começam na quarta-feira (24), no balcão de informações do Palácio das Artes e Centro Cultural Pampulha I, das 9 às 17 horas. As entradas são limitadas, em função da especificidade do local das apresentações.

Com libreto de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa, Madame Butterfly é uma ópera em três atos e conta a história de um tenente da marinha que se apaixona por uma gueixa. Baseada em fatos reais, a montagem se passa no Japão, em um momento em que o País estava quase totalmente isolado do mundo, até que, por volta de 1870, um presidente americano enviou uma expedição de reconhecimento a Sua Majestade Imperial, cujo intuito era forjar laços de amizade com o Império do Sol Nascente. Nas décadas que se seguiram, vários oficiais da marinha americana visitaram o Japão e contraíram matrimônios temporários com jovens japonesas. A história de Cio-Cio-San/Butterfly (personagem do soprano Eiko Senda) descreve as trágicas consequências de um desses matrimônios.

"Madame Butterfly é, talvez, uma das mais belas e comoventes óperas compostas no século XX. Encená-la no Jardim Japonês de Belo Horizonte é convidar o público para uma experiência sensorial que transcende o tradicional teatro de ópera. No jardim, história e música ganham temperaturas, aromas e cores. A pureza e a força da alma de Cio-Cio-San, personagem principal da história, são traduzidas em cada elemento delicado e convidativo jardim", conta Lívia Sabag.


Serviço

Madame Butterfly - Ópera em três atos (duração: 2h15, com 1 intervalo de 10 minutos do 1° para o 2° ato) com Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e grande elenco de solistas. No Jardim Japonês do Zoológico de Belo Horizonte (Avenida Otacílio Negrão de Lima, 8.000, Pampulha). Classificação etária: 12 anos. Informações para o público: fcs.mg.gov.br e pelo telefone (31) 3236 7400.

Dias e Horário: Dias 1, 2 e 3 de maio, às 20 horas; dia 5 de maio, às 19 horas.

Entrada gratuita, com retirada dos ingressos a partir do dia 24 de abril, das 9 às 17 horas no Balcão de Informações do Palácio das Artes (avenida Avenida Afonso Pena, 1537) e no Centro Cultural Pampulha I (rua Expedicionário Paulo de Souza, 185 – Urca).