Quando lançou "Journal de BAD" em 2010, a paulista Bárbara Eugênia chamou forte atenção da mídia especializada. União de bela voz, letras contemporâneas e um rock inteligente a colocaram entre as cantoras favoritas do público antenado.

Prova de que os críticos a admiram: ela foi um dos dois selecionados pelo júri no concurso promovido ano passado pelo Oi Música (Wado foi o outro escolhido, Nevilton e Pedro Morais foram os mais votados pelo público).

Como prêmio, a moça ganhou a possibilidade de gravar seu segundo álbum, que já estava engatilhado. Assim, chega nesta segunda-feira (8) ao site do Oi Música/Rdio o disco "É o que Temos". Às outras lojas virtuais, chega no próximo dia 15.

O trabalho contou com uma dupla afiada de produtores: Edgar Scandurra (com quem ela toca há alguns anos, graças a um projeto dedicado a Serge Gainsbourg) e Clayton Martins (do Cidadão Instigado). "São dois caras que têm muito a ver comigo musicalmente. Foi um trabalho em família", diz Bárbara Eugênia.

Rock canção

Segundo a cantora e compositora, o segundo trabalho é uma progressão do anterior. "É um disco que guarda as mesmas referências e influências, mas são outras histórias. Amadureci bastante, estou bem mais segura para experimentar, escrever e cantar", afirma a artista. "Continuo a fazer rock canção, passando por vários estilos".

Do repertório, apenas uma faixa foi construída durante o processo de gravação – "You Wish You Get It". Quase todo o repertório já estava amarrado com antecedência. As músicas mais antigas foram criadas logo após a finalização de "Journal". "Só precisava do dinheiro para gravar", revela Bárbara. "Depois do resultado do concurso, o processo foi rápido".

Entre os artistas que participam de "É o que Temos", estão alguns destaques da cena paulistana, como Tatá Aeroplano, Pélico, Regis Damasceno (também do Cidadão Instigado) e o trompetista Guizado.

Complicado

Por enquanto, shows de lançamento só estão previstos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Mesmo tendo respaldo de público e crítica, Bárbara Eugênia nunca conseguiu viabilizar uma turnê pelo Brasil ou pelo exterior.

Em Belo Horizonte, ela nunca tocou. A oportunidade chegou a existir, quando a artista passou no edital do Conexão Vivo, mas os shows não aconteceram porque o projeto acabou, por conta do desinteresse da nova direção da empresa patrocinadora.

Mas há terra à vista para os fãs que esperam por um show da artista na capital mineira. A Agência Alavanca, que administra a carreira de Bárbara, está em contato com a empresa mineira Variável 5 para a realização de uma apresentação no Granfinos.

Se a negociação tiver sucesso, haverá uma campanha de crowdfunding (vaquinha on line) nos mesmos moldes do show de Jair Naves, que acontecerá no dia 17 de maio, graças à aposta dos fãs.