“Como você faz a barba aqui?”, indaga Audrey Hepburn, apontando para o furinho no queixo de Cary Grant. Em “Charada”, filme que está completando cinco décadas de lançamento neste ano, a personagem de Audrey é uma viúva que tenta seduzir justamente aquele que está por trás do roubo de sua herança.

A frase é uma das muitas de duplo sentido no filme dirigido por Stanley Donen (“Cantando na Chuva”), mas a melhor de todas parece ser a que Audrey alerta: “Eu não mordo, sabe... Só se me pedirem”.

Em recente eleição promovida por um site inglês de relacionamentos, o Badoo, a cantada foi escolhida como a melhor do cinema pelas mulheres entrevistadas. Possivelmente, pela abordagem ousada e característica de quem está no comando da situação.

Essa troca de papéis, porém não é sempre bem aceita pelos homens (veja box ao lado), principalmente por aqueles ouvidos pela pesquisa, que optaram pela frase de Bette Davis em “Escravos da Terra” (1932) – “Eu adoraria beijá-lo, mas acabei de lavar o cabelo”, reveladora de ironia e falso desdém.

Loiras

Os homens comprovaram sua preferência pelas loiras, já que Bette está com as madeixas descoloridas no filme de Michael Curtiz. Mesma cor do cabelo de Shirley MacLaine em “Laços de Ternura” (1983), que traz a segunda frase mais votada pela faixa masculina: “Não me venere até que eu tenha merecido”.

As mulheres lembraram, para o segundo posto, cantada semelhante à de Audrey, proferida por Lauren Bacall em “Uma Aventura na Martinica” (1944). “Você não precisa dizer nada... Ah, talvez só assobiar. Você sabe assobiar, né, Steve? Basta juntar os lábios e... soprar”. Dita para Humphrey Bogart, que mais tarde viria a ser o marido de Lauren. Sinal de que a deixa colou também na vida real.

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