Nossa tarefa em 2022

Tiago Mitraud / 31/12/2021 - 14h40

O ano de 2022 começa, em certos aspectos, como começamos 2018. As crises política e econômica instaladas no Brasil na ocasião ainda permanecem, agora agravadas por mais um governo desastroso e um Congresso que segue sem fazer a sua parte.

Assim como em 2018, temos em 2022 a chance de oferecer um futuro diferente ao país. E não podemos desperdiçar novamente essa oportunidade.

O desgaste de Bolsonaro devido à sua incompetência em dirigir o país é evidente, e o desejo por mudança é majoritário. No entanto, boa parte dos que querem mudança, parecem estar dispostos a nos levar de volta ao passado. Assim como em 2018 a ânsia por tirar o PT do poder a qualquer custo fez com que muitos ignorassem os riscos de se colocar Bolsonaro na Presidência, agora outros tantos parecem estar igualmente cegos pelo ímpeto de se tirar Bolsonaro do poder, a ponto de aceitarem eleger novamente Lula, que liderou um governo também populista, além de corrupto.

O correto sentimento de mudança demonstrado pela população precisa nos levar a um caminho novo de verdade, que permita que o Brasil finalmente possa olhar pra frente. Bons nomes não faltam, como o do pré-candidato à presidência pelo NOVO, Felipe D’Ávila. Temos o dever de, nos próximos 9 meses, mostrarmos à população que a verdadeira saída para o país não está naqueles que hoje lideram a disputa eleitoral.

Porém, por mais importante que seja a eleição presidencial, não podemos nos esquecer de outra tão ou mais importante: a do Legislativo. Em 2022 teremos também a oportunidade de escolher nossos representantes nas Assembleias Legislativas e na Câmara dos Deputados, além de um terço do Senado, e esta não pode ser tratada como uma tarefa menor.

Pelo contrário, o desafio daqueles que desejam mudar a forma dominante como a política é feita em nosso Congresso será ainda maior. Afinal, aqueles que hoje estão no poder se armaram com poderosos R$5 bilhões de reais do Fundão Eleitoral para garantir suas reeleições e a permanência de seus grupos políticos no poder.

Portanto, outra tarefa que cabe a cada cidadão é, desde já, escolher e apoiar pré-candidatos que não estejam vinculados às velhas práticas políticas. Especialmente nas eleições para o Legislativo, poucos votos podem fazer toda a diferença, aumentando a responsabilidade de cada um dos que desejam dar um rumo diferente ao país.

Aos poucos, partidos que desafiam o status quo na política, como o NOVO, e organizações que buscam uma nova política para o Brasil, como o RenovaBR, a RAPS e o Livres, estão apresentando bons pré-candidatos. Cabe ao eleitor pesquisar aqueles com os quais mais se identificam e apoiá-los, desde já.

Para quem acha utópico efetivar essas mudanças, basta ver o trabalho já realizado por aqueles que, em 2018, se elegeram realmente dispostos a mudar a política no país. A diferença na forma de atuação da bancada do NOVO na Câmara e do Governo Zema, por exemplo, são inegáveis, como mostra a avaliação de rankings especializados e da própria população em relação a estes mandatos.

Que em 2022 possamos ter mais Zemas e D’Ávilas na política brasileira. E que populistas como Lula e Bolsonaro possam finalmente fazer parte apenas de nosso passado. Um feliz ano novo a todos!

 

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