Gastronomia mineira com um fio de azeite

Azeite-se / 07/07/2019 - 06h00

Todo 5 de julho celebra-se o dia da gastronomia mineira! Falar de Minas Gerais é já pensar em sua farta e saborosa gastronomia. Pratos ricos em sabor e cheios de histórias próprias, que remontam à época dos escravos do Ciclo do Ouro, das pedras preciosas, dos tropeiros e das cozinhas da fazenda.

Cachaça, café, queijo, doces; feijão, angu e couve, trio de ingredientes presentes no prato dos mineiros e que no livro homônimo, escrito por Eduardo Frieiro, teve as peculiaridades descritas e as primeiras referências sobre o modo de se alimentar dos mineiros –e se tornou uma obra literária de relevância e maior importância para conhecermos a nossa culinária. 

Por influência de nossa colonização europeia, o azeite está presente como ingrediente em várias receitas brasileiras. Para Minas, veio com a colonização portuguesa. Portugueses usavam o produto para cozinhar e também para acender lamparinas, o que nos fez o maior consumidor de azeites da coroa portuguesa. Consumo e influência que perduram até os dias atuais, sendo o Brasil o maior importador de azeite português mundial.

À Portugal devemos também as primeiras mudas de oliveiras plantadas em Minas. Um português, vindo morar no Brasil, em 1937, presenteou a cidade de Maria da Fé, sul do Estado, onde se instalou com a família e ali viveu durante toda a vida. Dessas mudas surgiram pesquisas, com a Epamig, o que resultou, em 2008, na extração do primeiro azeite nacional e com a chancela mineira, um grande marco para nossa agricultura. Hoje, já são mais de 180 olivicultores cadastrados e mais de 50 municípios mineiros produzindo o ouro líquido. 

Temos muitos motivos a comemorar! A arte de receber do povo mineiro – hospitaleiro – e as preciosidades produzidas nos nossos territórios gastronômicos, preparadas nos inigualáveis fornos e fogões a lenha que fazem Minas o Estado da Gastronomia. Uma gastronomia que representa uma cultura. Aqui a gastronomia faz parte da nossa essência, tanto que BH é finalista e pode ser condecorada como Cidade Criativa da Unesco, por sua gastronomia. 

Sempre é tempo de comemorar o Dia da Gastronomia Mineira. A melhor maneira? Como Eduardo Frieiro descrevia: frite as rodelas de cebola e o alho até ficarem bem douradinhos. Refogue a couve. Em outra panela, de preferência de pedra, faça um angu de fubá de moinho d’água, de consistência bem mole, e, para acompanhar, um feijão recém cozido, com louro fresco e ervas, em fogo bem lento. Tudo com um bom azeite mineiro, claro! 

 

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