Filosofando no Enem

#ENEMNASALINHA / 14/11/2021 - 07h00

Por Newton Luiz de Miranda

A disciplina de Filosofia é, indiscutivelmente, uma das mais exigentes e difíceis nas provas. E geral, é complicado entender as posições de determinados autores cujos textos são por demais prolixos.

Vamos analisar uma questão (item) do Enem de 2012:

Enem 2012 - Para Platão, o que havia de verdadeiro em Parmênides era que o objeto de conhecimento é um objeto de razão e não de sensação, e era preciso estabelecer uma relação entre objeto racional e objeto sensível ou material que privilegiasse o primeiro em detrimento do segundo. Lenta, mas irresistivelmente, a Doutrina das Ideias formava-se em sua mente.

ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2012 (adaptado).

O texto faz referência à relação entre razão e sensação, um aspecto essencial da Doutrina das Ideias de Platão (427 a.C.-346 a.C.).

De acordo com o texto, como Platão se situa diante dessa relação?

a) Estabelecendo um abismo intransponível entre as duas.

b) Privilegiando os sentidos e subordinando o conhecimento a eles.

c) Atendo-se à posição de Parmênides de que razão e sensação são inseparáveis.

d) Afirmando que a razão é capaz de gerar conhecimento, mas a sensação não.

e) Rejeitando a posição de Parmênides de que a sensação é superior à razão.

Desde os primeiros artigos aqui publicados, tenho dito que a resposta está no texto-base. Na relação entre objeto racional e objeto sensível (material), p primeiro deve ser privilegiado, pois é aquele que nos levará à verdade/conhecimento. Esta informação está no texto-base e, em outras palavras, na alternativa D. A razão não nos engana, os sentidos, sim. Preste atenção no texto-base. Ele contém a resposta.

#EnemNaSalinha

O blog será um espaço para atualização de tópicos fundamentais para o Enem nas áreas de Linguagens, Redação e Humanidades.

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