A Lei Áurea e Maquiavel

#ENEMNASALINHA / 08/11/2021 - 07h00

Por Newton Luiz de Miranda

O florentino Nicolau Maquiavel (1469 – 1527), afirmava, em sua magistral obra “O príncipe”, que 

“É muito fácil um homem esquecer da morte do pai do que a perda da fortuna.“

No dia 13 de maio de 1888, a princesa Isabel, regente do trono brasileiro, assinou a Lei Áurea que abolia a escravidão no Brasil. Na época, o País possuía uns 700 mil cativos que ganharam a liberdade. Entretanto, os proprietários dos escravos libertados não foram indenizados pelo governo e, por isto, tornaram-se oposição ao Imperador e à monarquia. Muitos ex-proprietários de escravos acreditavam que um novo regime poderia indenizá-los pelos escravos perdidos.
No ano seguinte, em 1889, D. Pedro II foi derrubado por um golpe militar. O novo regime, a República, não indenizou ninguém pela perda de escravos. No dia 13 de maio de 1891, Rui Barbosa, Ministro da Fazenda, ordenou a queima de todos os registros de propriedade de escravos. Objetivo? Impedir que os antigos donos de escravos pudessem reivindicar indenização. 
O rancor dos escravagistas contra o governo imperial nos mostrou a pertinência das ideias de Maquiavel.
@newtonhistória

#EnemNaSalinha

O blog será um espaço para atualização de tópicos fundamentais para o Enem nas áreas de Linguagens, Redação e Humanidades.

 

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