Como evitar as principais doenças de verão

Opinião / 31/01/2022 - 06h00

Tarcimara Moreira*

Iniciado em dezembro, o verão se estende no país até março deste ano. Os dias mais quentes fazem parte do rol de características típicas dessa estação, quando muitos brasileiros têm momentos de lazer em praias e piscinas diante das férias. É nesse período que também surgem algumas doenças inerentes, tais como desidratação, micose, conjuntivite, brotoeja ( miliária) e intoxicação alimentar.

A desidratação ocorre quando o corpo perde excessivamente líquidos e sais minerais, o que é essencial para evitar o superaquecimento e danoso em grandes quantidades. O primeiro sinal de desidratação é a sede, mas pode levar até ao coma. Medidas simples como a ingestão frequente de água, consumo de frutas, sucos e dieta equilibrada previnem a doença. Outra recomendação é o cuidado com a prática de atividades físicas ao ar livre durante horários em que o sol e o calor não estejam tão fortes.

Infecção caracterizada pela proliferação exacerbada de fungos no corpo, a micose é favorecida pelos ambientes quentes e úmidos. Os sintomas incluem coceira, ressecamento e vermelhidão locais. Para evitar, é preciso lavar e enxugar bem as dobras do corpo após o banho, como virilha, entre os dedos dos pés e axilas. Também é importante evitar andar descalço em locais como clubes e praias, piscinas e vestiários.

Já a conjuntivite é uma inflamação da membrana externa que reveste os olhos, sendo transmitida com frequência no verão por causa do contato com infectados ou com materiais contaminados – na piscina a bactéria pode proliferar. Os sintomas incluem olhos vermelhos, secreção amarelada ou aquosa, fotofobia e inchaço nas pálpebras. Lavar o rosto com frequência e não compartilhar objetos como óculos, lentes de contato, toalhas, roupas e roupas de cama contribuem para evitar a doença.

É comum a necessidade de eliminação de líquidos durante os períodos mais quentes, aumentando o suor. Contudo, tal suor pode ficar retido por causa de obstrução no duto das glândulas que o eliminam, fazendo o corpo transpirar mais que o normal. Denominada brotoeja ou miliária, essa doença é caracterizada por bolinhas pequenas na pele, semelhantes a espinhas, coceira, sensação de ardor, inchaço na pele e manchas vermelhas. Prefira peças de algodão para vestir e ambientes arejados, além disso, é importante não exagerar em agasalhos para bebês e crianças pequenas.

Por último, a intoxicação alimentar nada mais é do que uma reação do organismo após ingestão de alimentos contaminados. Os alimentos, por sua vez, ficam mais suscetíveis a baixa ou má conservação devido as altas temperaturas e falta de refrigeração pertinente. Dentre os sinais de intoxicação encontramos mal estar, náuseas, vômitos, diarreia e febre. A dica? Tome cuidado com alimentos expostos, observe a higiene do local em que são comercializados.

*Coronel PM, médica e diretora do Departamento de Saúde da Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (AOPMBM)

 

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