Reajuste de aluguel: Como Calcular?

Opinião / 23/12/2014 - 07h40

Germano Leardi Neto - Diretor de relaçoes institucionais da franqueadora imobiliária Paulo Roberto Leardi

Tanto imóveis residenciais quanto comerciais sofrem reajuste no valor do aluguel uma vez por ano. Avisar com antecedência e explicar como funciona o reajuste no valor são procedimentos que todo corretor competente faz.

Para isso, é preciso conhecer a Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91) na ponta da língua e ter um relacionamento duradouro com os clientes.

O reajuste sempre é calculado com base em um índice previamente mencionado no contrato. Normalmente, é usado o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Para se chegar ao resultado do indicador, é avaliado o desempenho geral da economia, medindo a inflação de bens de consumo e de produção.

Pegando de janeiro a dezembro do ano passado, o IGP-M de 2013 fechou com uma alta acumulada de 5,53%.

Por isso, é tão importante passar essa informação antes de as duas partes assinarem o contrato de locação. Fazendo isso, o corretor cumpre com o seu papel e evita pegar o inquilino de surpresa.

Nesse sentido, é legal lembrar, já com alguns dados em mãos, ao locatário sobre o reajuste alguns meses antes. Dessa forma, o inquilino consegue se programar financeiramente.

Há outra informação que o corretor não pode deixar de passar. Após três anos de contrato, inquilinos e proprietários têm o direito de revisar o aluguel. Nesse caso, o dono do imóvel só exige a revisão se ele considerar que o valor está muito abaixo da média do mercado.

Por sua vez, o locatário faz o mesmo se entender que o aluguel está muito abusivo.

Aqui, o corretor, mais uma vez, tem um papel importante. Ele deve orientar os dois envolvidos antes da revisão.

Por exemplo, quando o inquilino cumpre todas as suas obrigações, como pagar em dia o aluguel e manter o imóvel em bom estado de conservação, vale mais a pena para o proprietário renovar o contrato sem revisar o valor do aluguel.

Assim, além de não perder um inquilino responsável, ele não precisa recomeçar todo o processo de locação a partir do zero, tendo que tirar do próprio bolso algumas despesas.

Pensando na visão do inquilino, às vezes, aceitar a renovação do contrato pode ser mais vantajoso também. Em caso de um imóvel comercial bem adaptado à região em que se localiza, uma mudança de endereço poderia trazer prejuízo para a empresa.

A mesma lógica vale para a residência. Não é bom ficar trocando de bairro toda hora, ainda mais se levar em consideração a vida escolar do filho e a proximidade com o trabalho, por exemplo.

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