Exposição ao sol e câncer de pele

Opinião / 22/12/2014 - 07h21
Evanius Wiermann  - Oncologista e presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC)
 
Com a aproximação da estação mais quente do ano, o verão, iniciam-se as campanhas de cuidados redobrados com o sol e de alertas sobre o câncer de pele. Mas, apesar de todas as mobilizações, os números do avanço da doença não dão trégua. Cada vez mais brasileiros são vítimas da neoplasia, que corresponde a 25% dos tumores malignos registrados no país, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Para 2015 são esperados 182 mil casos de câncer de pele no Brasil. 
 
Pequenas manchas avermelhadas ou acastanhadas, de crescimento lento; pintas que mudam de cor ou de formato; feridas que não cicatrizam. Esses sintomas, que à primeira vista parecem ter pouca gravidade, são, na verdade, os principais sinais do surgimento da doença na pele, considerado o maior órgão do corpo humano.
 
Muitas pessoas minimizam a importância desses sintomas, o que atrasa o diagnóstico e deixa o paciente mais distante da cura. É importante pontuar que a doença é grave e pode levar à morte por metástase – quando o problema evolui e compromete outros órgãos. 
 
Em 90% dos casos, a doença é provocada, basicamente, pela exposição excessiva ao sol. Pessoas com histórico familiar da doença, de pele e olhos claros, cabelos loiros ou ruivos, albinas, as que se expõem a agentes químicos excessivamente e têm muitas pintas constituem a população de maior risco para desenvolver a doença. No entanto, existem outras causas menos divulgadas, como viroses, alterações genéticas, infecções e contato prolongado com um defensivo agrícola chamado arsênico. 
 
Os tumores de pele podem se manifestar em partes variadas do corpo, porém são mais frequentes no rosto, braços, nuca e costas, áreas que comumente estão mais expostas à radiação solar. A melhor proteção contra os raios UV que nos atingem é a barreira física. Chapéus, bonés e roupas ajudam a driblar a ação deles na pele. 
 
Os olhos também sofrem com os raios solares e precisam de proteção, por isso é importante investir em um modelo que possua fator de proteção solar. 
 
O uso de protetores solares apropriados ao tipo de pele do individuo é fundamental. O protetor deve ser usado em todas as partes do corpo expostas ao sol, sendo reaplicado a cada 3 horas. 
 
Não confie apenas no protetor solar. Também deve ser evitada a exposição solar entre 10 e 16h (horário de verão). É importante ressaltar que as barracas usadas na praia devem ser feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material. Fique atento à saúde da sua pele, e lembre-se que a prevenção é o maior passo para se evitar o câncer. 
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