Fogos de artifício e música extremamente alta fazem parte das comemorações de fim de ano. Porém, é preciso ter cuidado para que a “diversão” não traga perda auditiva. Dados da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial mostram que a exposição a sons intensos é a segunda causa mais comum dessa deficiência.

“Fogos de artifício explodindo podem variar facilmente de 150 a 175 decibéis (dB), o que está muito além do nível de som seguro de 85 dB, recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS)”, alerta o especialista em Audiologia e Mestre em Ciências Fonoaudiológicas, Fábio Heleno.

Ainda segundo o especialista, a perda de audição é cumulativa, e não costuma se manifestar imediatamente. “Os principais sintomas são pressão no ouvido, zumbido, dores de cabeça ou dificuldades para escutar e entender o que as pessoas falam, principalmente em ambientes barulhentos”, pontua o médico, que reforça a necessidade da pessoa procurar um profissional em caso de desconfortos.

Cuidados 

Manter-se distante da explosão dos fogos de artifício deve ser a primeira regra para as pessoas nessas festas. “A distância de segurança para os adultos é de pelo menos 15 metros. Já as crianças, no mínimo 50 metros”, recomenda Fábio Heleno. Porém, ainda sim, quanto mais longe, menor o risco. 

Nas situações em que é impossível ficar distante do barulho, a alternativa é utilizar um protetor auditivo ou filtro contra ruído. “Eles eliminam os ruídos indesejados, mas preservam os sons da fala. Portanto, não dificultam a comunicação com os amigos ou familiares”.

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