Foi realizado em Belo Horizonte um implante inédito para restaurar a audição de uma criança de 7 anos, que nasceu com séria deformidade conhecida como microtia com agenesia do canal auditivo na orelha esquerda. A cirurgia foi feita pelo Hospital Mater Dei, na unidade da avenida do Contorno, localizada no Barro Preto, região Centro-Sul.

A criança é acompanhada desde os três meses de vida pelo coodernador da subespecialidade de Otorrinopediatria e médico da equipe de Otorrinolaringologia do hospital, Ricardo Gondinho. Em conjunto com outros especialistas, ele chegou a conclusão de que as chances de reconstrução do canal auditivo não eram boas.

Cirurgia

Foi realizado implante inédito para restaurar a audição de uma criança de 7 anos

Segundo o médico, foi feito um implante chamado osteointegrado. Pelo procedimento, um componente é implantado sob a pele, enviando os sinais da audição diretamente a cóclea - parte interna do ouvido. "O aparelho representa um avanço, pois é mais delicado e com uma tecnologia inovadora para reabilitar a audição”, conta Gondinho.

Para o médico, a cirurgia é considerada inédita pelo fato de ter sido utilizado equipamentos de última geração. Gondinho acrescenta que pacientes acometidos pela deficiência têm dificuldades para escutar ruídos. "Crianças com este desafio não têm orientação espacial adequada, pois ficam sem a capacidade de identificar de onde se origina o som, não escuta o barulho do vento e da chuva. Elas gastam também mais energia para se concentrar no ambiente escolar do que a criança que escuta bem dos dois ouvidos”, explicou

O coodernador também contou sobre a satisfação do paciente após o implante. "O menino tá ótimo, tá voando! Ele estava muito ansioso para fazer a cirurgia, que foi feita há 4 semanas. Ele tá encantado! Esse implante é definitivo, é uma estrutura que não precisa ser trocada. Agora o componente externo tem a chanmce de ser trocado, mais pra frente, em um futuro distante. Essa tecnologia é de última geração, a primeira usada em Minas Gerais, e a gente vai acompanhar ele mais de perto para programar o aparelho, durante um ano", finalizou.


(*) Estagiária sob supervisão da editora-adjunta Raíssa Pedrosa

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