O Instituto Nacional de Estudos Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou na manhã desta quarta-feira (19) as notas da última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os candidatos podem acessar a pontuação em cada uma das cinco áreas do conhecimento (Linguagens, Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Redação) através da página do participante. Para ver as notas é preciso informar o CPF e a senha cadastrada anteriormente. 

De acordo com o Inep, as maiores médias gerais foram registradas em Ciências Humanas e suas Tecnologias (533,5) e de Linguagens e Códigos e suas Tecnologias (520,5). Ciências da Natureza e suas Tecnologias (477,1) e Matemática e suas Tecnologias (489,5) tiveram os piores resultados. 

Somente 77 estudantes conseguiram nota 1.000 na redação. A maioria dos candidatos ficou entre 501 e 600 pontos. Outros 291.806 zeraram a prova ou tiveram a redação anulada.

A maior nota registrada na edição de 2016 foi em Matemática (991,5) e a mais baixa em Linguagens e Códigos e suas Tecnologias (287,5). 

O exame foi aplicado duas vezes no ano passado, uma em novembro e outra em dezembro, devido às ocupações em escolas públicas por todo o país. Ao todo, as edições somaram 30,4% de abstenção de candidatos inscritos.

Consulta pública 

Além de publicar as notas dos candidatos, o MEC lançou também uma consulta pública para estudar mudanças no sistema de avaliação para o ensino superior. Dentre os tópicos abordados, estão a duração do Enem e a possibilidade de realização da prova on-line. O questionário ficará disponível entre 18 de janeiro e 10 de fevereiro, no site do Inep

Os participantes devem escolher entre manter o exame em dois dias ou condensar em somente um; também podem optar para que a aplicação do Enem permaneça em um final de semana, ou seja transferida para domingo e segunda, ou para dois domingos seguidos (com uma semana de intervalo entre as provas). 

De acordo com o ministro da Educação Mendonça Filho, as alterações serão pensadas para aprimorar as aplicações do exame já em 2017 e 2018.

Mudanças

Entre as mudanças estudadas pelo governo federal, algumas já passarão a valer a partir de janeiro. Esta é a primeira edição do Sisu desde que o prazo dado às universidades para cumprir integralmente a Lei de Cotas chegou ao fim. A partir de janeiro, metade das vagas ofertadas pelas instituições deve ser reservada para estudantes de escola pública de baixa renda, pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência. 

A inclusão deste último grupo na Lei de Cotas foi outra alteração importante para 2017. O decreto que garante acesso às cotas às pessoas com deficiência foi publicado no Diário Oficial da União em 29 de dezembro. De acordo com o MEC, após a segunda edição do Sisu de 2016, em julho, 50,4% das vagas ofertadas haviam sido preenchidas por cotistas. 

Outra transformação anunciada pelo ministro é que o Enem não servirá mais como prova para que estudantes possam tirar certificado de conclusão do ensino médio. A partir do segundo semestre de 2017, os alunos que quiserem completar a etapa deverão prestar o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). De acordo com Mendonça Filho, a separação tem o objetivo de fortalecer a prova do Enem como processo seletivo para o ensino superior.