O prefeito Alexandre Kalil classificou o anúncio feito nesta quarta-feira (30), quando informou que não fecharia Belo Horizonte, como “uma das decisões mais difíceis” tomadas durante os meses de pandemia da Covid-19. 

A medida foi divulgada durante uma coletiva de imprensa, e foi tomada após avaliação dos indicadores de monitoramento da pandemia, que aparecem em verde (com Rt em 0,95), em vermelho (com a taxa de ocupação dos leitos de UTI em 78,8%) e em amarelo (com 63,8% das vagas de enfermaria ocupadas). 

kalil

Diante dos índices, Kalil fez um pedido para que a cidade “abaixe os números”

Durante o pronunciamento, o representante do Executivo disse que a decisão de manter a cidade aberta foi uma das mais difíceis a serem tomadas e falou, ainda, sobre o trabalho dos profissionais da saúde, lembrando da exaustão sofrida por eles durante a pandemia. “Não tenho dúvida de que foi uma das decisões mais difíceis que nós tomamos durante esses meses de pandemia. Existe uma parada em um nível muito alto, existe um apelo do comércio muito alto e existe uma coisa que ninguém fala, mas que eu queria falar. Sobre a exaustão dos profissionais de saúde, principalmente dos intensivistas, dos médicos que trabalham nas UTIs, nas enfermaria e que trabalham à frente do combate à doença” disse. 

Diante dos índices, Kalil fez um pedido para que a cidade “abaixe os números” e lembrou, mais uma vez, a preocupação com as festas realizadas no fim de ano. “Temos preocupação com as fetas, irresponsáveis, que continuam circulando dentro da nossa cidade. Quem quer ver seu ente querido, quem quer ver pai, mãe, avó ou amigo, que se comporte pelo menos uma vez no ano. Porque a preocupação é muito grave e nós estamos na praia, depois de nadar tanto, a vacina está chegando. Pelo amor de Deus, gente, não vamos morrer na praia”, pediu.

Leia mais:
Nove das 14 regiões de saúde em Minas devem ter funcionamento apenas de serviços essenciais
Não vai fechar: Kalil dá uma semana para BH reduzir números da Covid-19
Lojas fechadas de novo? Kalil anuncia nesta quarta se comércio de BH vai regredir na flexibilização