Uma operação da Polícia Civil de Minas, deflagrada nessa terça-feira (27), desarticulou um dos braços de uma organização criminosa que envolvia suspeitos de São Paulo e de Minas Gerais. Um deles, detento na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Minas Gerais, comandava parte das operações de dentro da prisão com um celular.

O setor alvo desta fase da operação, sob o comando do detento de 41 anos, era responsável por compra, venda e distribuição de drogas. As investigações começaram após uma apreensão de mais de cem quilos de maconha em Itajubá, em fevereiro deste ano, na qual foi detectado um núcleo da organização com base em São Paulo atuando na cidade. Em outro episódio, com a apreensão de 34 quilos da mesma substância, foi detectado outro núcleo da mesma quadrilha atuando nas cidades de Varginha e Alfenas.

A operação, batizada de Progresso, cumpriu mandados judiciais de prisão e de busca e apreensão nas cidades de Contagem, na RMBH; Alfenas, no Centro-Oeste de Minas; Itajubá, Varginha, Paraisópolis, Cristina e Pouso Alegre, no Sul do Estado; e Montes Claros, no Norte. 

"Um dos líderes do grupo criminoso, componente da célula conhecida como 'sintonia geral do Estado', em Minas Gerais, dava as ordens para o fornecimento das drogas de dentro do sistema penitenciário, onde, durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, apreendemos um celular", explicou Marcus Vinícius Vieira, delegado responsável pela operação.

A Secretaria de Administração Prisional de Minas Gerais (Seap-MG) confirmou que o suspeito é interno da Nelson Hungria e vinha sendo monitorado pelo Setor de Inteligência da Seap. "Em uma operação conjunta com o Departamento de Operações Especiais da Polícia Civil (Deoesp), foi realizada uma varredura na cela em que ele se encontrava, resultando na apreensão do aparelho", informou a nota da secretaria. 

No total, dez pessoas tiveram o pedido de prisão decretado, sendo que duas delas já cumpriam pena em presídios do Estado.