Pelo menos 201 pessoas ficaram feridas em acidentes no Anel Rodoviário de Belo Horizonte no primeiro trimestre deste ano, segundo dados da Polícia Militar Rodoviária (PMRv). Apesar da leve redução em relação ao mesmo período de 2017, o número reforça a urgência de intervenções na via, que é uma das mais importantes da capital. 

Na tarde de ontem, um caminhão que transportava minério de ferro no sentido Vitória bateu em um radar, na altura do bairro Betânia, região Oeste, e acabou derrubando o equipamento. O motorista ficou ferido e precisou ser levado para o Hospital de Pronto-Socorro (HPS) João XXIII. O estado de saúde dele não foi informado. 

Segundo a PMRv, a batida aconteceu depois que o condutor perdeu o controle da direção em uma descida da rodovia. O acidente causou congestionamento de quase três quilômetros, com reflexos até o bairro Olhos D’água.

Mesmo após a liberação de duas faixas da pista o trânsito permaneceu lento já que a remoção do caminhão só seria realizada na noite de ontem. Até o fechamento desta edição, motoristas ainda enfrentavam dificuldades na região.

No fim de fevereiro, um acidente semelhante aconteceu no Anel Rodoviário, no bairro São Gabriel, Nordeste de BH. Um caminhão que também seguida no sentido Vitória bateu contra um radar, deixando o equipamento no chão e paralisando completamente o trânsito no local. 

Na ocasião, o motorista teve uma das orelhas dilaceradas e foi levado ao HPS. O radar ainda atingiu o teto de um carro que seguia no sentido oposto, mas o condutor não se feriu.

Impasse

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) entrou com ação civil pública em setembro do ano passado para exigir que a administração da via fosse transferida ao município. No entanto, a Justiça Federal negou o pedido por julgar improcedente que a União, junto com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), fossem obrigados a firmar convênio para o repasse de recursos à PBH.

O juiz substituto Flávio Ayres dos Santos Pereira, que assinou a decisão, afirmou à época que o município não possui “expertise para implementar a administração e a fiscalização dos trechos”. 

Por nota, a PBH informou que “já recebeu a notificação eletrônica da sentença e o prazo é de 30 dias úteis para que o recurso seja apresentado. Nesse período, a sentença será analisada para a elaboração do recurso”.

O Anel Rodoviário de Belo Horizonte tem 26 quilômetros de extensão e faz a ligação entre quatro rodovias que passam pela Grande BH. Atualmente, 10,7 quilômetros são administrados pela concessionária Via 040 e o restante pelo Dnit. 
(Colaborou Carolina Fernandes).