A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) vai investir R$ 40 milhões no ecapeamento das ruas da cidade. O anúncio foi feito ontem pelo prefeito Alexandre Kalil. A medida faz parte de um pacote de obras que será viabilizado por meio de um contrato de R$ 120 milhões assinado com a Caixa Econômica Federal.

Do total, R$ 22 milhões serão aplicados na elaboração de projetos executivos voltados às áreas de saneamento e mobilidade urbana. Outros R$ 58 milhões são contrapartida de intervenções já em andamento. Isto significa que a administração municipal poderá arcar com a parcela de investimento necessária para destravar financiamentos da União que estavam paralisados. Esses projetos já iniciados somam R$ 400 milhões, segundo Kalil. 

O secretário municipal de Obras, Josué Valadão, explicou que a contrapartida será usada para concluir três grandes obras em andamento. Uma delas a Via 710, corredor que vai ligar a região Leste da cidade à avenida Cristiano Machado. Outra será a ampliação do Viaduto Leste, no Complexo da Lagoinha e uma das principais vias de acesso ao hipercentro da capital. 

Além disso, deverá ser finalizada a construção do Espaço Multiuso no Parque Municipal, obra orçada em pouco mais de R$ 11 milhões e tinha previsão de estar pronta no primeiro semestre de 2016. 

“Há ainda a área de mobilidade, onde vamos detalhar o BRT da avenida Amazonas e a Estação São José, na avenida Tancredo Neves (região Noroeste), o que vai permitir a ligação troncal daquela região com o centro da cidade, diminuindo o fluxo na avenida Pedro II”, detalhou Valadão. 

Saneamento

Na área de saneamento, os investimentos serão direcionados para continuidade de projetos ligados aos mais de 700 quilômetros de córregos subterrâneos que cruzam a capital. Dentre os pontos citados por Valadão estão intervenções nos córregos dos Pintos, situado na avenida Francisco Sales (Oeste), e do Leitão, que fica na avenida Prudente de Morais (Centro-Sul).

“Temos ainda a bacia do Calafate, o alargamento do córrego Pampulha com o encaixe dele no ribeirão do Onça e ainda um longo trabalho na Vilarinho”, ressalta o secretário. 

Chuvas

Alexandre Kalil afirmou que ações destinadas ao período chuvoso também irão entrar na lista. “Com esse dinheiro, obras de contenção também serão contempladas, porque elas se ligam às enchentes e às mortes”.

O prefeito destacou que a oportunidade dada pela Caixa Econômica se mostrou vantajosa para o município. “O problema é prometer e não fazer”, frisou.