“Experimente um só dia sem água e saberá porque ela é divina”. A frase de um guru indiano é mote do cortejo “Águas Gerais”, realizado neste domingo pela comunidade Pena de Pavão Krishna (PPK) e pelo Projeto Gandarela. Para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente e conscientizar a população sobre a importância de reduzir os impactos ambientais, os grupos se reuniram na Praça da Liberdade às 9h e, de lá, sairão em cortejo rumo ao Parque Municipal. 

Centenas de pessoas participam do evento, que começou com um piquenique colaborativo na praça. Os participantes foram convidados a levar frutas e tinta azul para compartilhar. A tinta é utilizada para caracterizar os integrantes do Pena de Pavão Krishna. 

A estudante de enfermagem Elisabeth Primo, de 41 anos, chegou cedo ao evento. Acompanhada do marido, o cinegrafista ambiental Thiago Calil (33), e da filha Lara (3), ela afirma que a preservação da água é fundamental para o desenvolvimento e sobrevivência do planeta. "Participamos de outros eventos do Pena de Pavão Krishna e nossa filha adora", diz Elizabeth. 

Um dos blocos de Carnaval mais tradicionais de Belo Horizonte, o PPK atraiu centenas de pessoas a Morro Vermelho na Festa de Momo desse ano.

Caracterização 

Além do corpo pintado, o grupo é conhecido pela inspiração indiana, que inclui a entonação do mantra Om antes dos ensaios e do cortejo, e pelo uso de bijuterias e roupas típicas daquele país. 

Caracterizado, o artista plástico Léo Arruda, de 38 anos, acredita que é necessário união. "Precisamos nos unir e tomar atitudes práticas para que a água seja preservada", afirma. 

A pedagoga Beth Cruz, de 53 anos, ressalta que a água é um bem natural muito valioso. "Minas Gerais tem produção de água abundante. Precisamos cuidar para que esse bem não acabe", destaca.