Técnicos administrativos da UFMG entraram em greve, nesta quarta-feira (26), por tempo indeterminado. O movimento é coordenado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino (Sindifes) e reivindica melhores condições de trabalho e ambiente com segurança sanitária, onde os funcionários não corram risco de serem infectados por Covid-19. 

Segundo a entidade, apesar da greve, as atividades administrativas da universidade seguem sendo realizadas de forma remota e, por esse motivo, os serviços aos alunos não foram afetados. 

De acordo com a coordenadora-geral do Sindifes, desde 10 de janeiro, o ensino, que antes era híbrido (presencial e à distância), passou a ocupar totalmente os espaços físicos.

Ela questiona que o ambiente de trabalho não é seguro e não cumpre os protocolos sanitário contra o vírus, como distanciamento entre as mesas de trabalho e espaços com ventilação. 

De acordo com Del Papa, nas últimas semanas, setores como bibliotecas e administrativos precisaram ser fechados por 10 dias, pois funcionários foram contaminados pelo coronavírus.

A decisão pela paralisação foi aprovada durante uma assembleia dos sindicalistas, realizada na última sexta-feira (21). No dia, os trabalhadores enviaram um ofício à reitoria da UFMG, avisando sobre a paralisação, obedecendo os trâmites legais. No entanto, o sindicato afirmou que ainda não recebeu nenhuma resposta dos reitores.

A reitoria da UFMG afirmou que aguarda a decisão da Prefeitura de Belo Horizonte e do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, que devem anunciar, ainda nesta quarta-feira (26), se o Executivo adotará medidas mais restritivas para controlar à disparada de casos da doença na captial.

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