O número de pacientes graves internados com Covid saltou 131% em menos de um mês em Belo Horizonte. O aumento ocorre mesmo com as consecutivas ampliações dos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTIs). Com o avanço da pandemia na capital, a possibilidade de nova quarentena – defendida por alguns especialistas – chegou a ser cogitada, mas não irá ocorrer.

A garantia foi dada ontem pelo prefeito Alexandre Kalil. Após convocar uma coletiva para hoje na qual irá falar sobre o atual cenário na metrópole, ele usou as redes sociais para descartar o lockdown. “Não haverá fechamento da cidade amanhã (hoje), mas a pandemia ainda não acabou. No mais, é especulação”.

Além de Kalil, também estarão presentes membros do Comitê de Enfrentamento ao coronavírus e o secretário de Saúde Jackson Machado, que na semana passada, não descartou restringir festas privadas durante o Carnaval e público nas partidas de futebol. 

“Nós estamos analisando todas essas situações e, caso necessário, se até quarta-feira o perfil epidemiológico se mostrar do jeito que está, pode ser que medidas restritivas sobre esses eventos venham acontecer. Cancelamentos não estão descartados, é possível que haja”, afirmou, na última sexta-feira.

Desde então, os números da Covid-19 não melhoraram em BH. A cidade chegou a abrir mais de 270 leitos em duas semanas, mas a taxa de ocupação de enfermarias e UTIs seguiu em alerta máximo.

No boletim epide-miológico de ontem, 88,5% das vagas de UTI estavam ocupadas. Atualmente, 238 pessoas estão internadas. No fim de dezembro eram 103 pacientes.

Em Minas a situação também é delicada. Pela sexta vez nos últimos oito dias, o Estado registrou mais de 20 mil novos casos da Covid em apenas 24 horas. Ao todo, 56.976 pessoas morreram por complicações do coronavírus. De ontem para hoje, conforme o órgão, foram 11 vidas perdidas. 

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