O ônibus que tombou na manhã desta quinta-feira (20), na avenida Vilarinho, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, circulava com capacidade muito acima do permitido durante a pandemia. Segundo o Corpo de Bombeiros, 93 pessoas estavam dentro do coletivo na hora do acidente, desses, 29 tiveram ferimentos leves.

De acordo com o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), em condições normais, o limite nesse veículo é de 77 passageiros (26 sentadas e 51 de pé). No entanto, segundo a deliberação do Comitê Covid-19, a lotação máxima neste momento é de 41 (26 sentadas e 15 de pé).

Conforme o DER-MG, o Consórcio Linha Verde, responsável pela operação da linha, será alvo de um processo administrativo punitivo e deverá prestar esclarecimentos sobre o ocorrido e a situação de manutenção da frota em operação. Em paralelo, o órgão vai promover uma vistoria completa na linha.

Por outro lado, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram) garante que, segundo informações da concessionária, no momento do tombamento, o número de passageiros era inferior a 93.

O acidente

O veículo, um Mercedes Benz Induscar 2014/2014 da linha 524 R, que liga Ribeirão das Neves, na Grande BH, à capital, teve o eixo traseiro desprendido e tombou lateralmente em frente à Estação Candelária, sentido Centro, por volta das 7h30.

Conforme o sindicato, o ônibus rodava a 41 km/h quando houve o incidente. O condutor relatou uma alteração na direção e, logo depois, o volante travou, puxando o carro para a esquerda e depois para a direita, momento no qual acabou virando.

De acordo com o Sintram, as causas do acidente estão sendo apuradas e que o veículo já foi periciado e será rebocado pela empresa. Não há previsão de quando o laudo será emitido. “A concessionária responsável pelo veículo lamenta o ocorrido e segue colaborando com as investigações sobre o caso”, afirmou, em nota.

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