Janeiro está cada vez mais perto de um novo pico da pandemia em Minas. Só nos primeiros 17 dias do mês o número de doentes já é oito vezes maior do que as notificações de dezembro. Não é à toa que autoridades de saúde, incluindo os infectologistas, têm repetido invariavelmente que as medidas sanitárias contra a Covid não podem ser ignoradas.

A urgência na busca por mais conscientização se comprova após parte da população baixar a guarda durante as festas de fim de ano, favorecendo o contágio pelo vírus. O descuido veio justamente no momento em que as precauções precisam estar voltadas para uma nova e mais infectante variante. A Ômicron, já dominante no Estado, lotou leitos de enfermeira, deixando a ocupação acima dos 80% em Belo Horizonte.

Com tantas pessoas contaminadas ao mesmo tempo e previsão de registros ainda mais críticos nos próximos dias, o próprio secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, alertou para o risco de colapso nos serviços essenciais, como em hospitais, farmácias, supermercados e transporte público.

Segundo Baccheretti, Minas deve confirmar 20 mil novos casos da Covid, em período de 24 horas, ainda nesta semana. Ele acredita que o pico pode ocorrer em até duas semanas. “Esta nova variante é bem mais contagiante, é impressionante o quanto ela consegue ser transmitida de uma pessoa para outra. Estudos mostram que ela só perde para o sarampo em termos de transmissibilidade”.

Segundo a PBH, em janeiro foram abertos 204 leitos de Enfermaria Covid e 9 leitos de UTI. “Apesar de todos os esforços empreendidos, a taxa de ocupação total, que inclui as redes SUS e Suplementar, segue no nível vermelho, com 82,7% e 82,2%”, informou a prefeitura

O secretário orienta a população a manter os protocolos sanitários, como uso de máscara e álcool em gel, além de evitar aglomerações. “Outros vírus estão circulando no Estado, como o da Influenza. A recomendação é para evitar que tantas pessoas adoeçam e sobrecarregam o sistema da saúde”. Não há previsão de recuo na flexibilização.

Em BH, 34 novos leitos de enfermaria exclusivos para tratamento contra Covid-19 foram abertos na Rede SUS. Nas UTIs, mais nove. No total, BH tem 539 vagas para pacientes com a doença. Em nota, a PBH informou que apesar de todos os esforços, a taxa de ocupação total, que inclui as redes SUS e Suplementar, segue no nível vermelho, acima dos 80%.

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