A falta de ônibus em Belo Horizonte nesta quinta-feira (13), provocada pelo colapso em duas empresas que prestam serviço para a BHTrans, causou filas enormes em pontos espalhados pela região do Barreiro. Quanto maior é a distância até a Estação Diamante, maior é o tempo de espera pelas linhas coletoras que seguem ativas.

O consultor de vendas Welton Vidigal, de 27 anos, esperou cerca de uma hora e meia em um ponto na porta da garagem da Transoeste, no bairro Tiradentes. A empresa é responsável por 88 veículos de 28 linhas que estão inativas nesta quinta.

"Os ônibus que eu pego são o 310 ou 311, que me deixam na Estação Diamante. Como elas não estão funcionando, os poucos carros que passam por aqui estão lotados. Alguns se recusam até mesmo a parar no ponto", lamenta.

O consultor começa o serviço as 10h, e só conseguiu embarcar em uma linha coletora pouco depois das 9h. Com destino à região Centro-Sul de BH, ele já avisou que não deve chegar a tempo.

"É uma situação parecida com a greve do mês passado, e felizmente meu chefe entendeu a situação. A expectativa é chegar antes das 11h, mas os primeiros compromissos do dia eu já precisei desmarcar", explica.

Sem todas as linhas coletoras disponíveis, Vidigal escolheu pegar a linha 1750. O ônibus vai até a Estação Diamante, onde ele tomará outra condução para chegar ao trabalho.

Por uma fresta na porta da garagem da Transoeste, é possível ver vários ônibus parados, e pouca movimentação. Até o momento, a paralisação se estende por tempo indeterminado. Entretanto, uma reunião entre o prefeito Alexandre Kalil (PSD) e representantes da categoria nesta tarde pode selar novos rumos para as duas empresas afetadas, que alegam não ter condição de arcar com o atual preço do combustível.

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