Com menos opções de ônibus após colapso de duas empresas que atuam no transporte coletivo de Belo Horizonte, passageiros buscam alternativas para não perderem os compromissos nesta quinta-feira (13). Dentro da Estação Diamante, usuários buscavam informações com agentes da BHTrans, enquanto do lado do fora, pontos cheios, com pessoas em busca de outra solução para a falta de coletivos. 

Muitos foram pegos de surpresa. O aposentado Nelson Santos, 70 anos, só soube da situação após conversar com a reportagem. Ele precisa chegar a um compromisso no bairro Milionários, que fica a cerca de 1 km da Estação Diamante.

"A ideia era pegar o 303, mas não sabia que estava sem funcionar. Nós não temos dinheiro para aplicativo, então a solução vai ser pegar mais de um ônibus. Qualquer um que me deixar na estação já vai ajudar, mesmo atrasando um pouco", comenta.

Gláucio Paulino saiu de Betim, na Grande BH, e busca alternativa para chegar na obra onde trabalha

O bombeiro hidráulico Gláucio Paulino, 38, ainda não definiu o que vai fazer. Também sem saber da paralisação, pegou dois ônibus em Betim, na Grande BH, para chegar até o Barreiro. Teoricamente, ainda faltaria uma condução para chegar à obra onde trabalha, em Ibirité.

"Seriam só 20 minutos no ônibus, mas agora descobri que ele não vai passar", lamenta, disse o operário explicando que já conversou com o chefe sobre a situação, mas ainda não chegou a uma solução. 

"O dinheiro da passagem estava contado, não dá para usar em vários ônibus ou pegar um carro de aplicativo. O pessoal me disse para esperar aqui, e ainda vamos ver o que fazer, só não posso faltar ao trabalho hoje", ressalta.

Próximo à Estação Diamante, agentes da BHTrans seguem orientando usuários que dependiam das linhas inativas. De acordo com a Guarda Municipal, que faz o monitoramento da região, não houve ocorrências envolvendo os passageiros até o momento.

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