A chuva que castiga Belo Horizonte desde o fim do ano passado deixa todas as nove regionais em alerta de risco geológico alto. Solos encharcados reforçam a possibilidade de deslizamentos de terra e devem ser tomados com atenção. O cenário preocupa o município.  Por isso, o prefeito da capital mineira, Alexandre Kalil (PSD), alertou para que os belo-horizontino nessa situação deixem os imóveis ao menor sinal de perigo. 

Em coletiva concedida na manhã desta terça-feira (11), no Centro Integrado de Operações (COP), onde Kalil agora mantém o gabinete, o chefe do Executivo municipal reforçou as medidas de apoio da prefeitura aos moradores que podem ser atingidos pelas chuvas e atualizou o número de chamados para situações de risco nos últimos 10 dias. Foram 1.388. 

“Trincou, moveu, desconfiou? Saia de casa. Se não acontecer nada, você volta. Mas avise, nós temos estrutura e vamos atender os mais graves. É importante que a população, em qualquer sinal, faça como fez com a Covid. Tenha consciência de se proteger. Se protejam que depois a prefeitura vai da todo o apoio. Está estruturada para dar”, disse. 

Kalil ainda considerou que, diante ao alto volume, de todos os mais de 1.300 chamados, apenas 460 foram atendidos. “Estamos com os demais em aberto. E o risco não aumentou, aumentou o cuidado. Quando a gente vai em cima para saber onde tem risco, vamos achar. A Defesa Civil agora via atrás com muito mais intensidade”, afirmou, referindo-se às áreas de risco na capital mineira. 

Ainda de acordo com o prefeito, pessoas que necessitarem de ajuda poderão ter acesso ao auxílio de R$ 500 para aluguel social. “Risco geológico não se resolve. Principalmente em um país que não tem um programa de habitação”, concluiu.

Leia também
Sobe para 19 o número de mortes em decorrência das chuvas em Minas
Barragem da Mina Fernandinho, que pertence à CSN, é colocada no nível 2 de emergência
Corpos das 5 pessoas da mesma família que sumiu após carro ser soterrado são localizados