Um homem de 27 anos que vivia em BH está sendo investigado por estelionato pela Polícia Civil, depois de, supostamente, ter fugido do país com R$ 150 mil de clientes, em setembro do ano passado. O caso de Jonathan Machado Lucas Nogueira ficou conhecido após a sua ex-esposa publicar em redes sociais que ele a abandonou dias antes de subir ao altar com ela. 

Bárbara Dias, de 29 anos, contou ao Hoje em Dia que conheceu o rapaz em um templo religioso, em que ele atuava como pastor. O dois estavam juntos há cerca de três anos. Eles já tinham se casado no cartório, quando decidiram fazer uma celebração na igreja. Segundo a noiva, antes da cerimônia, ele saiu de casa levando suas coisas e não deixou nenhum recado.

A jovem afirma que não desconfiou das intenções do marido. “No dia em que ele, sumiu vivemos um dia normal como qualquer outro. Ele foi trabalhar, pelo menos falou que ia. Eu fui trabalhar também e, apenas quando cheguei à noite no apartamento, que vi que ele havia levado praticamente todos os seus pertences e não havia deixado nenhum comunicado”, explicou.

Bárbara só descobriu que ele havia fugido quando viu fotos no perfil do companheiro no Instagram, três meses depois do sumiço dele. Pelas imagens, ela viu que Jonatan estava percorrendo a Europa. De acordo com ela, o ex-marido trabalhava como consultor financeiro e, quando desapareceu, os clientes começaram a desconfiar de que teriam sido vítimas de um golpe de desvio de dinheiro.

 O prejuízo de R$ 150 mil, segundo a mulher, foi a contabilização do cheque especial da microempresa de minha família; do dinheiro que ele havia pedido ao pai dela um dia antes de desaparecer e não parou por aí. Houve ainda " alguns empréstimos que, ao longo do tempo de relacionamento, havíamos feito, e que, até o momento do desaparecimento, ele pagava, e também compras de diversas coisas em nossos cartões de crédito”, afirma Bárbara.

Investigação

Segundo a Polícia Civil, um inquérito policial foi instaurado no dia 22 de dezembro de 2021, quando as investigações começaram.

“Por se tratar de estelionato, crime de ação penal pública condicionada à representação da vítima, conforme disposição legal, é preciso que o cidadão lesado proceda à representação para que seja iniciada a investigação”, explica a instituição.

Ainda segundo a Polícia, caso alguma pessoa também tenha sido vítima do suspeito ou tenha se sentido lesada por ele, a orientação é que compareça à delegacia mais próxima para registrar ocorrência. 

O Caso Jonathan

Para divulgar as informações sobre o suposto golpe, Bárbara e alguns amigos criaram um perfil no Instagram. Lá há atualizações com reportagens que saíram na imprensa, depoimentos dela e um e-mail para quem quiser denunciar ou passar mais informações sobre o homem. 

A reportagem do Hoje em Dia tentou entrar em contato com o suspeito, mas todas as suas redes sociais foram desativadas. Caso ele queira se pronunciar, o espaço está aberto.

(*) Com Vivian Chagas

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