A variante Ômicron será dominante em Minas em questão de semanas, segundo o secretário de Estado da Saúde, Fábio Baccheretti. Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (6), ele explicou o aumento exponencial dos casos, e ainda comparou os efeitos com a variante Delta, que já é considerada "passado".

"A expectativa é ver um aumento no número de casos da variante ômicron já em janeiro", afirmou o chefe da pasta. "A variante Delta não mudou o panorama da pandemia em Minas, não foi responsável por uma nova onda. Com a ômicron, isso aconteceu, então esperamos mais internações, mas também com a expectativa de poder atender a demanda".

Baccheretti explicou que a menor letalidade da nova variante pode inclusive ser considerada um bom sinal, tendo em vista a evolução do vírus. "Ele precisa de um hospedeiro, e por isso vai passando de pessoa para pessoa, mas sem matar na mesma proporção que a Delta", afirma.

O secretário ainda aponta as aglomerações de Natal e Reveillon como fatores já esperados para um novo aumento de casos. "Há meses venho dizendo que eram pontos de atenção. É certo que teremos aumento nos casos por conta das festas e do relaxamento da população, que se algomerou e deixou de lado as medidas sanitárias", explica.

O representante da SES reforçou a necessidade de manutanção da vacinação em Minas. Atualmente, o grande foco, segundo ele, está na aplicação do reforço, tendo em vista a grande porcentagem de imunização com uma ou duas doses, além da dose única.

"Vacinem-se e cumpram as medidas sanitárias", ressaltou Baccheretti. "A nova cepa é menos letal, o que é uma vantagem, mas até essa vantagem ser conquistada, precisamos tomar cuidado agora, quando a suscetibilidade é maior", alerta. 

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