Em apenas cinco dias, Minas registra aumento de 34% na identificação de casos do vírus Influenza A H3N2. Dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG) divulgados nesta quarta-feira (29) mostram que, até 27 de dezembro, foram detectadas 197 amostras positivas do H3N2 e uma do Influenza A H1N1(pdm09). Todas analisadas pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). Até o momento, nenhum óbito foi associado à gripe.

No dia 23 deste mês, a SES-MG havia divulgado 147 casos da gripe causada pelo H3N2, o que representa uma diferença de 48 amostras positivas, ou 34%, em relação ao número apresentado nesta quarta.

Segundo a Secretaria, as amostras atuais são de 61 pacientes mineiros e três de outros estados. A maior parte dos casos positivos está concentrada na região Central de Minas, com 94 diagnósticos, ou seja, 47,5% das ocorrências.

Ana Luísa Cury, chefe da Divisão de Epidemiologia e Controle de Doenças da Funed, conta que, desde março de 2020, com o surgimento do novo coronavírus (SARS-CoV-2), a circulação do Influenza diminuiu muito no Brasil. Ele até deixou de ser detectado nas amostras testadas pela Funed por quase dois anos.

Entretanto, a partir da semana epidemiológica relativa a 21 de novembro deste ano, a fundação identificou o retorno da circulação do vírus da gripe no Estado e a SES-MG foi notificada.

Apesar do aumento de 34% nos casos em apenas cinco dias, o secretário de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, afirmou que ainda não há surto da doença em Minas.

Esse mesmo cenário ocorreu em outros estados do país, sendo que Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rondônia e Rio Grande do Norte já decretaram "estado de epidemia". "A mudança epidemiológica ocorre por uma série de fatores, entre eles, a diminuição da circulação do SARS-CoV-2, o relaxamento das medidas protetivas contra a Covid-19 e o aparecimento de uma nova cepa de Influenza A (H3N2- Darwin-Like)", afirma Ana Luísa.

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