Assim como outras capitais brasileiras, Belo Horizonte apresenta um aumento no número de casos de doenças respiratórias e o tema foi debatido pelo secretário municipal de Saúde, Jackson Machado, durante entrevista coletiva nesta terça-feira (21).

O atendimento de crianças com problemas respiratórios aumentou quase 90% nos últimos quatro meses no Hospital João Paulo II, região Leste da capital. De acordo com Machado, a secretaria está monitorando os casos de gripe em BH, ainda não há um surto bem caracterizado, mas "certamente vai acontecer".

Para o secretário, a capital possui uma baixa cobertura vacinal contra a gripe. Cerca de 25% da população não se protegeu contra o vírus influenza em 2021 e, segundo Jackson Machado, essa é a parcela que vem sendo acometida pela doença.

Além da baixa cobertura vacinal, ele alerta para o risco gerado pela variante Darwin, ou H3N2, do vírus da gripe, responsável pelos surtos da doença no Rio de Janeiro e em São Paulo.

"É uma cepa que veio da Austrália e os primeiros casos (em BH) foram relatados na UPA da Rocinha. São pacientes que trabalham em casas de pessoas com situação financeira melhor, que estavam fora do país e trouxeram o vírus pra cá. Os casos estão se espalhando no país e a vacina que a gente tem não cobre essa cepa", comenta o secretário de Saúde.

Também durante a coletiva, Jackson Machado orientou os moradores da capital a procurarem os Centros de Saúde antes das UPAs no caso de sintomas leves de doenças respiratórias, incluindo gripe.

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