A suspensão das operações da Ita Transportes Aéreos, do Grupo Itapemirim, surpreendeu quem planejava viajar neste fim de ano. Os passageiros reclamam da falta de informações e prejuízos causados. Alguns tiveram até que comprar novas passagens para garantir os passeios planejados com antecedência.

Caso da advogada Elizabeth Campos, de Belo Horizonte, que tinha passagem comprada para viajar para o Rio de Janeiro, acompanhada da mãe. Os voos de ida e volta aconteceriam em 29 de dezembro e 3 de janeiro. De acordo com ela, a empresa não comunicou a mudança. A informação chegou por meio da agência de turismo.

“A gente comprou essa passagem no início de setembro ou fim de agosto. Então, foi com muita antecedência. Aí chega perto do dia e eles simplesmente cancelam, não avisam nada”, conta.

Em nota, a Itapemirim afirma que oferece, no site oficial da companhia, canais de contato para consumidores pedirem o ressarcimento do valor pago nas passagens. No entanto, Elizabeth afirma não ter conseguido falar com a empresa.

A solução encontrada pela advogada foi comprar passagens em outra companhia para não perder a viagem. Ela precisou gastar mais R$ 400 - metade foi paga pela agência de turismo.

Além disso, a alteração no planejamento pode dar ainda mais dor de cabeça. O horário disponível para a viagem de volta a BH pode acarretar em mais gastos não planejados. “Não achamos voo de volta no mesmo horário. É possível que tenhamos que pagar mais uma diária no hotel”, explica Elizabeth.

Indefinição nos aeroportos

Os quatro voos da Itapemirim previstos no Aeroporto de Confins neste fim de semana foram cancelados. Por nota, a BH Airport, concessionária que administra o terminal, informou que a empresa cancelou os voos previstos para as próximas 72 horas, mas que há outros previstos a partir do dia 22. 

"Aguardamos novas atualizações por parte da empresa aérea nessa segunda. Reforçamos a orientação para que os passageiros façam contato com a companhia antes do deslocamento ao Aeroporto".

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também orienta que pessoas com passagens da Itapemirim não compareçam aos aeroportos sem antes consultar a administração do terminal ou a companhia aérea para se certificar sobre o voo.

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