A variante Ômicron do coronavírus já está presente em 89 países e se espalha rapidamente, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Na última sexta-feira (17), Minas confirmou os três primeiros casos da cepa.

Em relatório publicado também na sexta, a OMS afirma que há evidências consistentes de que a Ômicron se propaga mais rapidamente que a Delta, sendo  "provável" que ela se torne a variante mais encontrada em países onde há transmissão comunitária da Covid-19, quando não é possível rastrear a origem do vírus.

O aumento no número de hospitalizações no Reino Unido e na África do Sul é visto com preocupação pela OMS, que afirma ser possível que os sistemas de saúde sejam rapidamente sobrecarregados.

Em Minas, os três casos confirmados são de pessoas que estiveram no continente africano, duas delas na África do Sul, país foco da Ômicron. Como medida para combater o avanço da variante, o Estado diminuiu o intervalo necessário para receber a dose de reforço de cinco para quatro meses.

Embora afirme que a Ômicron se espalha com mais facilidade, a OMS não trata sobre um possível aumento nos riscos causados por ela. De acordo com organização, os dados sobre a severidade clínica da variante e a eficiência das vacinas ainda são limitados.

A avaliação da gravidade da ameaça proporcionada pela Ômicron é feita pela OMS a partir de quatro questões: quão transmissível é a variante; o quanto as vacinas protegem contra infecção, transmissão, doença clínica e morte; quão virulenta é a variante em comparação com outras; e como as populações percebem o risco e seguem as medidas de controle à disseminação do vírus.

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