Criminosos invadiram a conta de Instagram da cônsul da Dinamarca em Minas Gerais, Luciana Simões Rezende, e aplicaram golpes em diversas vítimas entre a última quarta-feira (8) e esta segunda (13).

Além de cônsul do país europeu no Estado, Luciana atua em organizações como o Instituto Mano Down, que trabalha pela inclusão de pessoas com síndrome de Down. Sua participação em ações de caridade e trabalhos sociais foi utilizada como instrumento de persuasão pelos golpistas, que se aproveitaram da credibilidade da vítima.

De acordo com Luciana, ela perdeu o acesso ao perfil na rede social na quarta-feira (8) após receber um voucher de uma conta falsa de um restaurante. Ela afirma nem ter clicado no link, mas, ainda assim, foi hackeada.

Os golpistas fizeram uso do perfil para pedir doações por meio do Pix e anunciar vendas falsas de produtos como aparelhos de televisão. Eles recebiam o dinheiro e não entregavam a mercadoria ou se aproveitavam da solidariedade de quem acreditava estar participando de alguma campanha social.

Na quinta-feira (9), Luciana compareceu à Delegacia Especializada em Investigação de Crime Cibernético da Polícia Civil, no bairro Santa Efigênia, Região Leste de BH. Um boletim de ocorrência foi registrado e a investigação foi iniciada. A cônsul só conseguiu recuperar o acesso à sua conta nesta segunda-feira (13).

“É uma sensação muito ruim, de impotência. Mesmo sabendo que eu não tenho culpa, sei que muitas pessoas foram prejudicadas”, conta Luciana ao relembrar a angústia de não conseguir avisar a todos os seguidores sobre a possibilidade de golpe.

O estelionato utilizando a técnica de invasão a redes sociais e o serviço rápido do Pix para a transferência de dinheiro chama a atenção de autoridades que alertam para os riscos e formas de prevenir este crime.

A reportagem tentou contato com a Polícia Civil para saber detalhes da investigação e sobre como proceder em situações desta natureza, mas ainda não recebeu resposta. Esta matéria está em atualização.

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