A greve dos motoristas de ônibus provocou impactos no atendimento de saúde em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (22). De acordo com a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde MG), Núbia Roberta Dias, 48% dos servidores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) não conseguiram chegar às unidades hospitalares. 

Ela conta que foi preciso reduzir a escala dos profissionais e que há uma preocupação, por parte da diretoria do sindicato, com os plantões noturnos dos profissionais e com os próximos dias, caso a greve continue.

O movimento grevista dos rodoviários também repercutiu no Hospital das Clínicas, da Universidade Federal de Minas Gerais. A administração do HC precisou utilizar um serviço de táxi contratado pelo governo federal para urgências. De acordo a assessoria do hospital, mesmo sabendo do anúncio da greve na sexta-feira (19), a estratégia especial de logística para contratar o serviço e buscar os funcionários só foi acionada nesta segunda. 

Ainda segundo a assessoria, a diretoria do hospital priorizou buscar os profissionais de assistência, como médicos, enfermeiros, técnicos e plantonistas. O hospital informou que o serviço será mantido enquanto durar a greve.

No Grupo Santa Casa BH, que emprega cerca de 6 mil funcionários nas seis unidades de negócios, o departamento de Gestão de Pessoas adotou variadas medidas para garantir que os funcionários fossem trabalhar. De acordo com a gerente do setor, Maristela La Rocca, além dos serviços de transporte por aplicativo, foram organizadas logísticas de caronas coletivas, táxis e reembolso de gasolina para os colaboradores. A gerente conta que, caso a greve se estenda por mais tempo, será necessário avaliar outras medidas para que as unidades do grupo consigam continuar prestando os serviços à população atendida.

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