A falta de ônibus em Belo Horizonte nesta segunda-feira (22), devido à greve dos motoristas de transporte coletivo, afetou não só a mobilidade pela cidade. Muitos lojistas da capital viram suas vendas caírem, já que sem os ônibus, muitos clientes deixaram para sair de casa apenas em casos essenciais.

De acordo com Sindicato dos Lojistas de BH (Sindilojas), apenas nesta segunda-feira os 37 mil estabelecimentos comerciais da cidade registraram redução de até 62% nas vendas. “Transporte coletivo é para todos. O comércio usa e depende do transporte coletivo. Não adianta a empresa ter um gerente que vai para o trabalho de carro sendo que todos os seus funcionários dependem de ônibus”, afirma o presidente do sindicato, Nadim Donato.

Para ele, a esperança dos lojistas é de que os números melhorem após a negociação entre o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH) e o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Belo Horizonte e Região (STTRBH), remarcada para esta terça-feira (23).

Ainda segundo o representante dos comerciantes da capital, as empresas de ônibus devem entender que o comércio e a população não podem ficar sem o transporte. “O Sindilojas entende que, independente do direito de greve, os empresários pagam vale-transporte antecipado para todos os funcionários e, por esse motivo, cobramos uma resolução rápida. Quem paga tem o direito de cobrar”, comenta Nadim Donato.

 

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