A variante Delta do coronavírus matou 42 pessoas em Minas Gerais até o momento: sete deles foram registrados em Belo Horizonte. Anteriormente, o levantamento indicava nove óbitos. Os dados, no entanto, foram atualizados e divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), nesta terça-feira (12), após uma intensificação na investigação do desfecho dos casos confirmados. 

Ainda de acordo com a pasta, uma morte foi registrada em um paciente residente em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. As demais estão distribuídas nos municípios de Belo Horizonte (7), Cabeceira Grande (1), Cantagalo (1), Caratinga (2), Catuji (1), Claro dos Poções (1), Contagem (2), Felisburgo (1), Ibirité (1), Igarapé (1), Itabirito (1), Itajubá (1), Iturama (1), Juiz de Fora (10), Lavras (1), Leopoldina (1), Manhumirim (1), Mar de Espanha (1), Montes Claros (1), Natalândia (1), Paracatu (1), Piraúba (1), Rio Novo (1) e Uberaba (1).

Dos 42 óbitos, um ocorreu em julho, sete em agosto, 25 em setembro e três em outubro. Seis casos não apresentaram registros da data de evolução. A SES ainda informou que a Delta vitimou pessoas de 26 a 91 anos, sendo 22 mulheres. 

Dentre esses pacientes, seis não haviam sido vacinados. Dez apresentavam esquema vacinal incompleto, sendo 9 com comorbidades. Outras 20 pessoas já haviam sido vacinadas com duas doses. Dessas, 16 apresentavam alguma doença crônica.

Casos

No Estado, a variante Delta já aparece em 100% das amostras analisadas, prevalecendo em relação às demais em circulação no território. Já são 1.292 pessoas contaminadas pela cepa, em 179 municípios. A maior parte dos casos foi registrada em Belo Horizonte: 199. A capital mineira é seguida por Juiz de Fora, na Zona da Mata, que soma 169 notificações. 

Considerada mais transmissível, a Delta foi registrada em mineiros de um mês a 95 anos. Em 700 casos (54,2%), a variante foi detectada em mulheres.

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