O Conselho Nacional de Educação (CNE) informou que prepara um documento favorável à permanência do ensino híbrido para a educação básica e superior do país. A informação foi divulgada essa semana pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES). 

Conforme informou a presidente do CNE, Maria Helena Guimarães de Castro, a expectativa é que a medida seja aprovada até janeiro do ano que vem. 

“Temos uma versão preliminar com capítulos dedicados à educação básica e outro à educação superior. A ideia é aprovarmos o conceito de que a educação híbrida ou aprendizagem híbrida não é modalidade”, afirmou durante seminário virtual promovido pela associação na última terça-feira (9).

Na ocasião, a ABMES apresentou o conceito do modelo de quadrantes híbridos como uma proposta de adequação das instituições de ensino superior para as demandas e necessidades atuais. 

Maria Helena explicou, ainda, o que considera ser a percepção adequada da educação híbrida mediada por tecnologia, acreditando “não se tratar de criar, ou regular uma modalidade híbrida, que deverá obedecer x% presencial ou x% híbrido. Isso não existe. Estamos falando de metodologias que podem ser exploradas dentro ou fora da faculdade”, afirmou.

O texto deve ser liberado para consulta pública até o fim deste mês. “Aquela rotina escolar que tínhamos antes da pandemia, na escola e na faculdade, não volta mais como era antes. O ambiente de aprendizagem é outro, os modos de interação serão outros e as pedagogias ativas serão cada vez mais disruptivas”, concluiu.

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