Exames toxicológicos e anatomopatológicos, esse último capaz de diagnosticar doenças, serão realizados pelo Instituto Médico-Legal (IML), da Polícia Civil mineira, em até 15 dias para auxiliar nas investigações do acidente com o avião que transportava a cantora Marília Mendonça, na última sexta-feira (5), em Piedade de Caratinga, no Vale do Rio Doce.

Os estudos serão feitos em amostras das cinco vítimas - além da artista, morreram o produtor, um tio e assessor dela, além de piloto e copiloto -, solicitados pelos médicos legistas da corporação.

Testes toxicológicos podem indicar se os ocupantes utilizaram algum tipo de substância, o que é de grande relevância para o caso dos pilotos. Os resultados podem ajudar a solucionar o quebra-cabeça sobre as causas da queda da aeronave.

De acordo com o perito criminal Sandro Chaves, esse tipo de exame é protocolar e realizado em todas as ocorrências com o objetivo de elucidar os fatos.

Além disso, será possível concluir se as mortes foram causadas por outros fatores que não a colisão. “Podem ser identificados algum tipo de cardiopatia, como por exemplo um infarto”, explicou a médica-legista Vanessa Marinho.

Segundo José Roberto de Rezende Costa, médico-legista e assessor da diretoria do IML, os exames serão realizados não apenas em órgãos, mas em tecidos, fragmentos, sangue e urina.

O material chegou a Belo Horizonte na manhã deste domingo (7). As análises das amostras devem ficar prontas em até duas semanas. O inquérito foi aberto nesse sábado (6) e deverá ser concluído em 30 dias. No entanto, dependendo da complexidade do caso, o prazo pode ser maior.

 

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