Uma dívida em torno de R$ 20 mihões foi a causa apontada pela Polícia Civil para o assassinato de um empresário, de 65, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, em outubro de 2017. De acordo com a investigação, o mandante era um outro empresário da cidade, que teve uma dívida comprada pela vítima e se negava a pagar o valor acordado. O suspeito morreu em setembro passado, por causas naturais, aos 73 anos.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (3), a corporação divulgou detalhes sobre o crime. De acordo com as investigações, a vítima tinha um escritório de execuções judiciais e assumiu um débito do apontado como mandante do homicídio. 

O suspeito, então, teria reunido um grupo formado por um policial civil aposentado, um militar da ativa e um homem conhecido por praticar crimes violentos em Uberlândia.

Inicialmente, o bando teria tentado recrutar dois homens no município para participarem do crime, mas eles não quiseram porque o valor oferecido seria "pequeno". Diante da recusa,  dois criminosos de Goiás foram contratados.

O empresário foi morto a tiros, em 5 de outubro de 2017, dentro do carro quando saía do trabalho. 

De acordo com o inquérito, o mandante do crime tinha como objetivo executar a vítima e negociar o pagamento de um valor mais baixo com um sócio do escritório. A operação quase foi concretizada, mas o cartório não autorizou a transação em virtude da discrepância das quantias envolvidas: a dívida que era de R$ 20 milhões passou para R$ 400 mil. 

A investigação

O caso começou a ser desvendado pela Polícia Civil quando os dois homens de Uberlândia, convidados inicialmente para cometerem o assassinato, foram presos após matarem o militar que estava envolvido no esquema.

A dupla assumiu a responsabilidade pela morte do policial e deram informações sobre os planos sobre a morte do empresário. As investigações sobre os criminosos de Goiás ainda estão em curso.

A delegada Letícia Camboge explicou que o caso foi apurado pelos agentes na capital mineira por conta dos indícios de envolvimento de figuras públicas da cidade do Triângulo. "Em função da complexidade da investigação, por envolver indivíduos com alto poder aquisitivo da cidade e agentes públicos na execução desse delito, houve o deslocamento da competência de apuração", disse.

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